A fé também convive com a ciência e as exigências da sociedade moderna’, defendeu ontem, na Sé Catedral, o arcebispo primaz de Braga. D. Jorge Ortiga presidiu à eucaristia comemorativa do Dia Nacional da Universidade Católica Portugal (UCP), durante a qual reconheceu que a ‘tarefa exigente’ deste estabelecimento de ensino ‘sem sempre é compreendida e ajudada’.
Perante o presidente do centro regional e dos directores das três faculdades da UCP em Braga, o arcebispo afirmou que ‘a Igreja manifesta a gradição’ aos que trabalham na sua universidade de diversas, ‘inclusivé pela partilha, pela generosidade e pela comunhão de bens’.
‘A UCP é o local onde se vai desenvolvendo a conciliação’ entre a fé a ciência, sublinhou o prelado na homilia da celebração eucarística, depois de destacar o lema da mensagem para o dia da ‘Cató
lica’: ‘No diálogo entre a fé a ciência’.
Por outras palavras, ‘a UCP é a presença da Igreja no mundo da ciência, é a casa da ciência pela qualidade, pela vanguarda de pensamento, mas, ao mesmo tempo, uma casa de fé’.
Católica é um centro de criatividade
Considerando que ‘a Igreja tem algo a dizer neste mundo de saber’. D. Jorge defendeu que, ‘num tempo em que o relativismo se impôs e onde a verdade quase não tem lugar’, a UCP deve ser ‘um centro de criatividade e de irradiação de um saber, não de um saber qualquer, mas de um saber que seja para o bem da humanidade’.
Na sua homilia, o arcebispo primaz atribuiu à UCP um ‘papel imprescindível na Igreja e na sociedade’, já que ensina ‘as perspectivas da fé que vão nortear a ciência e fazer com que esta esteja mais ao serviço do homem’.
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Acho muito bem que o Senhor Arcebispo Primaz enuncie postulados como os relatados na notícia. Mas, como católico, permito-me lembrar que, como dizia um velho militante do nada saudoso MRPP, citando talvez Mao, uma verdade não menos verdadeira é também esta: sem ovos não se fazem omeletas! Por outras palavras, a UCP em Braga pode ter os ideais que quiser, mas se não tiver quem os realize na prática eles serão apenas isso... ideais sem reflexo na realidade concreta. E quando me refiro a quem realize os ideais de uma Universidade como a UCP refiro-me, antes de mais, a alunos e alunas capacitados para a tarefa de aprender o que aprender é preciso; e refiro-me também, se não mais, a Professores que sejam verdadeiros exemplos do que se enuncia nos ideários, caso contrário tudo se reduz a nada e, como dizia o outro, a emenda torna-se bem pior do que o soneto. De facto, não é a Unviversidade que deve ir atrás de enunciados como os noticiados; afirmações como as feitas é que deviam reflectir uma realidade concreta e palpável. Ora é isso que eu temo não seja o caso.
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