ETA/Portugal: Autoridades portuguesas vão prosseguir ações para evitar actividades terroristas - Governo

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Lusa

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Os ministérios da Justiça e da Administração Interna anunciaram hoje que vão continuar a desenvolver esforços para combater em Portugal actividades ligadas a práticas terroristas, segundo um comunicado conjunto, que não faz qualquer referência à ETA.

Na passada sexta feira, a Guarda Nacional Republicana (GNR) detetou uma moradia, na zona de Óbidos, onde estavam armazenados vários quilos de material explosivo e que alegadamente tinha sido alugada a membros da ETA.

O comunicado hoje divulgado pelo Governo português especifica que o material encontrado consistia em cerca de 500 quilos de nitrato de amónio, dispostos em bidões de diversas capacidades, engenhos explosivos perfazendo um peso total de 300 quilos, armazenados em bidões de 50 litros e material diverso, passível de ser utilizado na construção de engenhos explosivos.

O Ministério do Interior Espanhol avançou sábado outros números, dando conta de 1300 quilos de nitrato de amónio encontrados na garagem anexa, dentro de 12 bidões e quatro sacos, 75 quilos de nitrato de potássio, em três sacos, 40 litros de ácido sulfúrico, pentrita, pó de alumínio e nitrometano, um fortalizador usado pela ETA nos últimos anos para o fabrico de amonitol, um explosivo de grande capacidade destrutiva.

No comunicado emitido hoje conjuntamente pelos ministérios da Justiça e Administração Interna é referido que 'em consequência da desativação da instalação e da destruição do material, ainda em curso, evitou-se a possível realização de futuros atentados terroristas, o que já mereceu público reconhecimento do Governo Espanhol'.

A mesma nota adianta que as ações tendentes a reprimir actividades desta natureza vão prosseguir em estreita cooperação com as autoridades espanholas, respeitando as competências da Polícia Judiciária no âmbito da investigação criminal.

Simultaneamente será guardada a reserva imposta nestas matérias de segurança 'por força do segredo de Estado e do segredo de justiça'.

Esta é a primeira vez que a tutela se pronuncia sobre a descoberta do esconderijo alegadamente pertencente à ETA.

As autoridades espanholas afirmam que a vivenda alegadamente servia de base à ETA e que no seu interior foram encontrados documentos e material informático que permitiram identificar Andoni Cengotitabengoa Fernández e Oier Gómez Mielgo, como os dois alegados etarras que ocupavam a casa.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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