Seis associações empresariais do Litoral Norte decidiram hoje convidar o ministro das Obras Públicas para uma viagem pela EN-13 entre o aeroporto Sá Carneiro e Viana do Castelo, para lhe mostrarem que seria 'totalmente descabido' introduzir portagens na A-28.
'Portajar a A-28 seria totalmente descabido, só mesmo quem não conhece a EN-13 [única alternativa àquela via rápida] é que poderá insistir numa ideia dessas', referiu, em conferência de imprensa, o presidente da Associação Empresarial de Viana do Castelo.
Luís Ceia falava no final de uma reunião que sentou à mesma mesa, em Viana do Castelo, representantes de mais cinco associações empresariais do Litoral Norte, designadamente Esposende, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Maia e Matosinhos.
No total, as seis associações representam mais de 4000 empresas localizadas entre as cidades do Porto e Viana do Castelo.
No entanto, e como lembrou Luís Ceia, a introdução de portagens na A-28 afectaria 90 mil empresas, especialmente pequenas e médias (PME).
'As portagens seriam altamente penalizadoras para o desenvolvimento e crescimento empresarial desta região e defraudariam as expectativas de motivaram
e nortearam a implantação de parques empresariais na proximidade daquela estruturante via', acrescentou Luís Ceia.
Segundo os signatários do convite ao ministro das Obras Públicas, as portagens iriam ainda criar dificuldades 'à já baixa competitividade' da região, inviabilizariam muitos investimentos e dificultariam o recrutamento e mobilidade de recursos humanos.
Consideram que seriam um obstáculo à 'desejada intermodalidade' nos transportes e à acessibilidade com os portos de mar de Leixões e Viana do Castelo com o aeroporto Sá Carneiro.
'Não existe alternativa viável e os índices económico-sociais da região encontram-se abaixo do limite mínimo fixado pelo Governo para introduzir portagens', acrescentam, sublinhando que o pagamento da circulação na A-28 seria 'uma calamidade' para o tecido empresarial local.
A contestação às portagens na A-28 também já motivou a criação de uma 'plataforma' que reúne as câmaras dos concelhos atravessados pela via.
Esta plataforma tem já marcada para dia 23 uma reunião com o Ministério das Obras Públicas, expressamente para dar conta das razões que, em seu entender, inviabilizam a introdução de portagens na A-28.
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