Mesquita Machado considera imperativo avançar com a regionalização e garante que, ao assumir esta posição, não está a pensar em nenhum cargo para o futuro, pois no final deste mandato vai reformar-se da política activa.
“Para além de ser um imperativo constitucional, a regionalização é também um imperativo para o bom desenvolvimento e para o progresso do país”, assegurou o presidente da Câmara Municipal de Braga, ontem, no habitual encontro com a comunicação social após a reunião do executivo.
Questionado sobre um tema que volta a estar na ordem do dia, Mesquita Machado afirmou que o facto da regionalização ainda não se ter concretizado tem causado desequilíbrios no desenvolvimento do país. “A regionalização servirá, fundamentalmente, para atenuar essas assimetrias”, vincou.
O autarca considera, porém, que é preciso avançar com a regionalização “com passos seguros para evitar percalços”.
“No passado, a questão não foi bem explicada à população e o referendo chumbou a regionalização. Por isso, desta vez, é preciso preparar o processo com cuidado para que não seja novamente votad
o ao insucesso”.
Para Mesquita Machado, o que chumbou a regionalização “foi a divisão geográfica proposta” na altura, só que agora, “a divisão geográfica é pacífica, pois assenta nas cinco Comissões de Coordenação de Desenvolvimento Regional (CCDR) criadas pelo Governo para desconcentrar serviços”.
Sobre esta matéria, também se pronunciou o líder da oposição Ricardo Rio, que no referendo anterior sobre o tema votou contra. “Hoje, entendo que a regionalização deve avançar, mas mediante uma discussão cabal dos seus objectivos e não, como se tem ouvido dizer, para criar cargos para os autarcas que, a partir de 2013 não se poderão recandidatar”, afirmou Ricardo Rio.
Acerca disto, Mesquita Machado mostrou-se indisponível para assumir qualquer cargo no âmbito de uma futura região, pois considera que “37 anos a presidir a uma câmara já é dar muito à sociedade”.
“No final deste mandato, daqui a quatro anos, abandono a política activa, embora continue militante do PS. Não voltarei a ocupar qualquer cargo público profissionalmente”, assumiu Mesquita Machado.
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