Minho registou mais incêndios mas diminuiu a área ardida

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Teresa M. Costa

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Num país que, este ano, já regista a maior área ardida da última década, os distritos de Braga e de Viana do Castelo registam uma diminuição significativa da área destruída por incêndios, até 31 de Agosto.
De acordo com o mais recente relatório da Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), o distrito de Braga continua a figurar entre os que registam maior número de ocorrências.
Com um total de 1333 ocorrências o distrito de Braga é o segundo a nível do país, a seguir ao Porto com um total de 1969 ocorrências.

A maioria das ocorrências no distrito (933) são fogachos, ou seja com menos de um hectare (ha) de área ardida, mas Braga continua a registar um grande número de incêndios florestais e, com um total de 400, é apenas ultrapassado pelo distrito de Vila real com um total de 428.
Em matéria de área ardida, o distrito de Braga regista menos, em compração com igual período do ano passado, com um total de 4678 ha, entre povoamentos (2152 ha) e matos (2527 ha), tendo atingido os 7997 ha a 31 de Agosto de 2016.

Foi no distrito de Viana do Castelo que a área ardida mais diminuiu este ano, com um total de 3203 ha contra os 23.697 registados em igual período do ano passado.
No que toca a ocorrências, o distrito de Viana do Castelo regista 746, um número mesmo assim superior ao ano passado, quando o total se cifrou em 733.
A área ardida em Portugal continental salda-se, até 31 de Agosto, em 213.986 ha, quase o dobro do registado no período homólogo de 2016.

Mesmo com menos área ardida, o Minho não escapa ao mapa dos grandes incêndios em que a área consumida é superior a 100 ha.
Só no mês de Agosto, registaram-se quatro grandes incêndios no distrito de Braga: dois em Cabeceiras de Basto, um em Celorico de Basto e outro em Terras de Bouro, todos entre 20 e 21 Agosto.

O incêndio que se iniciou em Rio Douro, Cabeceiras de Basto, a 20 de Agosto, foi o que registou mais área árdida com um total de 354 ha.
Outro incêndio, no Corgo, em Celorico de Basto consumiu 352 ha, de acordo com as áreas ardidas reportadas pelo sistema europeu de análise de incêndios florestais (EFFIS).
Também a 21 de Agosto, se registou um grande incêndio no distrito de Viana do Castelo. A ocorrência que deflagrou na freguesia de Paços, concelho de Melgaço, devastou uma área de 462 ha, de acordo com a mesma fonte.

O relatório do ICNF confirma que a maior área ardida é de povoamentos florestais (115.187 ha) e que representa o valor mais elevado de área ardida desde 2007, com mais 234 por cento que a média anual.
Cerca de 17 por cento da área ardida localiza-se no distrito de Castelo Branco.
Já o número de ocorrências, é , a nível nacional, equivalente à média.

A análise do índice de severidade diário, acumulado desde 1 de Janeiro, revela que 2017 é o segundo ano mais severo desde 2003, sendo apenas ultrapassado por 2005.
Até 31 de Agosto, a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) decretou 66 dias de alerta especial amarelo ou de nível superior do dispositivo especial de combate a incêndios florestais, destacando-se 28 dias durante o passado mês de Agosto.

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