Mais novos desafiados a construir caleidoscópios no parque

Braga

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Marta Amaral Caldeira

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O Parque da Ponte é por estes dias o local ideal para os mais novos passarem algum do seu tempo de férias, tendo como motivo principal as Oficinas de Verão que ali são promovidas pelo Município de Braga, todas as tardes, até ao próximo dia 26.
Com um projecto de um caleidoscópio na mão, Rodrigo Estevão, de 11 anos, reside no Carandá, nas proximidades do Parque da Ponte - local para onde costuma vir muitas vezes brincar com os seus amigos, seja a caminho da piscina municipal, seja simplesmente para andar por ali em passeio de bicicleta ou “para fazer algum exercício fora de casa”.
“Eu gosto muito deste parque e penso que devia haver aqui mais actividades onde pudéssemos passar o tempo, como estas oficinas que são muito fixes e dá sempre para aprendermos coisas novas”, confessou à reportagem do jornal ‘Correio do Minho’.
Ontem, também Filomena Bordalo decidiu levar de novo os seus três netos - Afonso, Luísa e Rodrigo - às Oficinas de Verão do Parque da Ponte. “Este parque tem realmente muitas potencialidades para as mais diversas actividades e como tive conhecimento de que havia aqui esta iniciativa trouxe os meus netos, que gostaram tanto que quiseram vir de novo”, contou.
“De facto têm sido muitas as crianças que têm passado por aqui e que muitas vezes sem contarem com isso, se deparam com as oficinas que aqui decorrem e acabam por ficar mais um pouco para participar nos projectos que propomos”, referiu Miguel Ramos, um dos monitores que dinamiza a actividade, juntamente com a colega Rosália Melo.
“Na verdade já temos um público fiel, que vem cá participar nestas oficinas mais do que um simples dia”, apontou a monitora Rosália - aliás ‘Rosalinho’ na boca das crianças - que lembrou que a Confederação também dinamiza oficinas muitas vezes na Casa dos Crivos - “mas aí para um público essencialmente mais escolar”.
Estas oficinas no Parque da Ponte decorrem junto à Videoteca Municipal (outrora Estufa Municipal) e são dinamizadas pela Confederação - um colectivo de investigação teatral, cujos monitores desafiam os mais novos à criação de projectos que este ano estão relacionados com a temática dos primórdios do cinema.
“Nestas Officinas os mais novos são desafiados a construir caleidoscópios, zootrópios e outros brinquedos ópticos fundamentais para a educação do olhar e responsáveis para que a cultura da ilusão do movimento criada por dispositivos científico-tecnológicos se tivesse afirmado, aquando do aparecimento do cinema à 120 anos atrás”, explicaram os monitores da Confederação, que deixaram o desafio para que “mais crianças venham até ao Parque da Ponte participar nas nossas oficinas e passar aqui uma tarde interessante na nossa companhia”.

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