‘Coragem’ da imprensa centenária homenageada pelo Presidente da República

Braga, Cávado, Vale do Ave, Alto Minho, Nacional

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Teresa M. Costa

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, prestou ontem homenagem à imprensa portuguesa, no Dia da Liberdade, e manifestou-se preocupado com a sua sobrevivência económica e financeira, pedindo medidas que ajudem o sector.

Numa cerimónia na Sala dos Embaixadores do Palácio de Belém, em que condecorou a Associação Portuguesa de Imprensa com o título de membro honorário da Ordem do Mérito, o Chefe de Estado explicou a opção por homenagear, neste dia, o exercício de uma liberdade fundamental inscrita na Constituição da República e na vivência cívica e que “não existiria se não fosse exercida” pela imprensa.

“Homenageio a vossa coragem, a vossa determinação, a vossa persistência, mas estou seriamente preocupado com o panorama da imprensa em Portugal”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa perante cerca de 30 representantes de órgãos de comunicação social centenários, membros da Associação Portuguesa de Imprensa, como o Maria da Fonte, o Açoriano Oriental, o Diário de Notícias, A Voz do Operário e o Jornal de Notícias, com quem fez questão de partilhar o dia dedicado à liberdade.
Na impossibilidade de condecorar todos os jornais na mesma cerimónia, o Chefe de Estado remeteu a homenagem para os próximos meses e anos.
Em representação do grupo Arcada Nova, onde se integra o Maria Fonte, Paulo Monteiro entregou ao Presidente da República um exemplar do livro comemorativo dos 85 anos do ‘Correio do Minho’, um exemplar do suplemento dos 125 anos do Maria da Fonte e uma medalha alusiva ao Foral da Póvoa de Lanhoso.
Na cerimónia, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que está “preocupado, não por falta de liberdade, não por falta de criatividade, não por falta de determinação, mas porque as condições objectivas, nomeadamente económicas e financeiras, são cada vez mais limitativas”.
Referindo que conhece bem o sector, afirmou: “acompanho as vossas vicissitudes. Sei bem como é difícil a produção, como é muito difícil a distribuição, como é um problema cada vez mais grave a publicidade e, portanto, a sobrevivência económica e financeira da imprensa portuguesa”.

O chefe de Estado realçou o “peso esmagador da publicidade de grandes empresas multinacionais no que respeita à imprensa electrónica”.

“Estamos a falar de 80% ou mais da publicidade detida por um número muito limitado de empresas multinacionais”, referiu, acrescentando que, num prazo muito curto, a situação “constitui um problema”.

“Sei que o Governo está atento a esse problema, que impõe [a necessidade de] medidas que permitam ir ao encontro das vossas aspirações e das vossas necessidades”, acrescentou.
Depois de recebidos pelo Chefe de Estado, os representantes dos 31 jornais centenários tiveram oportunidade de acompanhar a recepção ao corpo diplomático com representação em Portugal, no Palácio de Queluz.

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