Bibliotecas Escolares: Espaços devem prosseguir aposta na diversidade de meios para cativar mais alunos - ministra

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Lusa

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Mais de 1500 delegados nacionais analisam hoje os 13 anos de existência e o futuro da rede de bibliotecas escolares, que segundo a ministra da Educação deve apostar na diversidade de suportes, onde livros e meios digitais se complementam.

Maria de Lurdes Rodrigues realçou no Fórum Rede de Bibliotecas Escolares que nas bibliotecas das escolas já não há só livros: 'Hoje são bibliotecas que permitem o acesso a recursos digitais, combinando os vários suportes e os vários meios'.

'Penso que o futuro é de grande diversidade, em que o livro não é substituído pelo recurso digital. Pode ser, mas são sempre recursos que se complementam', disse, considerando que esta diversidade contribui para que a rede de bibliotecas escolares seja um sucesso.

A ministra realçou a necessidade de prosseguir na promoção de hábitos de leitura junto dos alunos, que ao fim de 13 anos, com a conclusão da rede, 'têm acesso a livros e a todos os serviços que as bibliotecas prestam'.

'Há mais estudantes a ler, mais bibliotecas e mais professores das várias áreas disciplinares a usar as bibliotecas, que são em muitos casos um espaço mais qualificado', afirmou.

Marçal Grilo, administrador da Fundação Calouste Gulbenkian e ex-ministro da Educação, confessou no Fórum que 'vive' desde o passado sábado em São Petersburgo, no século XIX, dentro dos dramas interiores das personagens que o escritor russo Feodor Dostoievski apresenta no livro 'Crime e castigo'.

'É esta possibilidade de viver no interior das personagens, é este aspecto encantatório que a televisão não tem. O livro coloca-nos dentro das pessoas, mostra-nos como as pessoas vivem e reagem', considerou, salientando que neste aspecto 'o livro é insubstituível'.

No encontro, será esta tarde apresentado um estudo realizado por uma equipa do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia, do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), que concluiu que as bibliotecas escolares têm 'impactos relevantes' na promoção da leitura de crianças e jovens.

A rede conta com mais de duas mil bibliotecas escolares e abrange mais de um milhão de alunos: são abrangidos 100 por cento dos alunos dos 2.o e 3.o ciclos, mais de 90 por cento dos estudantes do secundário e cerca de 40 por cento do primeiro ciclo, onde a dificuldade tem residido no facto de muitas vezes as escolas serem de pequena dimensão.

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