Correio do Minho

Braga,

Tela de outono

Escrever e falar bem Português: Um item complicado

Voz às Bibliotecas

2015-09-22 às 06h00

Aida Alves

Aproxima-se o outono e com ele toda uma paleta de sentidos modificada, diferenciadora.
Findo o verão a 22 de setembro, é tempo de começar a caminhada em direcção ao inverno. As estações interpostas, primavera e outono, encaradas como tempos de transição para muitos, têm as suas características bem marcadas; determinam ajuste de vivências e singularidades próprias.
As temperaturas baixam, as condições climatéricas pioram, a natureza modifica: é tempo das actividades de maior recolhimento, em espaços mais fechados.

As folhas caem e a natureza adquire maravilhosas tonalidades, em gradações que vão desde o amarelo ao castanho, passando por todos os tipos intermédios de vermelho. A natureza assume uma composição minimalista e esse facto dota-a de uma beleza muito própria. Em cada árvore parece, por vezes, haver uma instalação artística em movimento. Olhemos e apreciemos a natureza, como arte viva!

No outono, iniciam-se as aulas para praticamente todos os estudantes na maior parte do mundo ocidental. Findo o período mais quente, que propicia os tempos de lazer e o abandono à preguiça e divertimento, inicia-se um período de trabalho importante, que envolve sobretudo os estudantes que regressam às aulas, e os trabalhadores que regressam aos seus afazeres, após o gozo das suas merecidas férias.

Devido ao gozo de tempos livres por muitos no verão, as bibliotecas reduzem alguma da sua atividade de extensão cultural, quer devido ao menor afluxo de utentes que prefere o ar livre, quer devido às férias do seu próprio pessoal.

No outono iniciam-se e reiniciam-se projectos e trabalhos. Nas bibliotecas, não só os normais trabalhos são retomados, como se iniciam novos projectos educativos, formativos, culturais. O outono representa quase um início de ano, uma nova oportunidade de recomeço, de servir de novo e melhor a comunidade.

A duração do dia vai diminuindo, mas tal não significa que haja total inatividade a envolver-nos mais cedo. Apenas a luz diurna tem uma duração menor. Há necessidade se recorrer a outras luzes e também a histórias tecidas, lidas e contadas, no conforto dos interiores de casas e edifícios. Contudo o livro e a leitura não hibernam. Os escritores e os seus livros continuam a visitar-nos nas pausas do dia e habitar connosco saudavelmente nalguns serões. Que tranquilidade terapêutica traz esse momento! Viagem apossada, ao nosso ritmo, ao nosso gosto, ao nosso prazer.

É tempo de ler, é tempo de acender um livro e receber no rosto a luz que dele emana.
É tempo de frequentar espaços culturais (biblioteca, museu, teatro, cinema), de tertúlia, de troca de ideias.
É tempo de nos deixarmos iluminar pelas luzes brilhantes de quem é arauto da cultura, de quem dedica a sua vida a difundir a culturas nas suas variadas vertentes.
É tempo de assistir a um espectáculo e ficar depois noite fora a revivê-lo em palavras e ideias junto de quem amamos.
É tempo de olhar e observar. Sentir o arrepio na pele de observar o que não é usual.
É tempo de castanhas, de frio, de aconchego e de leitura.

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