Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Sensibilizar para o ambiente, é sensibilizar para uma ideia de futuro

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Ideias

2018-05-17 às 06h00

Alzira Costa

AUnião Europeia (UE) estabeleceu regras para assegurar que todos os cidadãos beneficiam de água limpa, ar limpo e um ambiente saudável. De acordo com um recente inquérito Eurobarómetro, a esmagadora maioria dos cidadãos pretende que a UE assegure a aplicação das regras ambientais em toda a Europa. Nesta medida, a UE possui algumas das normas ambientais mais exigentes do mundo, política ambiental essa que contribui para tornar a economia da UE mais respeitadora do ambiente, proteger os recursos naturais e salvaguardar a saúde e o bem-estar das pessoas que vivem neste espaço geográfico.
A qualidade ambiental é fundamental para a nossa saúde, a nossa economia e o nosso bem-estar. No entanto, enfrenta vários desafios graves, em particular as alterações climáticas onde se torna, mais do que necessário, imperioso, limitar as alterações climáticas a níveis possíveis de gerir; o consumo e produção insustentáveis, procurando garantir uma utilização sustentável do solo e dos ecossistemas; e várias formas de poluição que afetam o ar, a água e os oceanos.
As alterações climáticas são uma questão relevante não apenas do ponto de vista europeu, mas a nível mundial. Se não forem tomadas medidas para reduzir as emissões mundiais de gases com efeito de estufa, é provável que o aquecimento global venha a ser superior a 2°C relativamente aos níveis da era pré-industrial, podendo mesmo aumentar 5°C até ao final do século. O impacto desse fenómeno na paisagem mundial e no nível do mar seria enorme, mas também já o sentimos neste momento.
O aquecimento global tem provocado, e irá continuar a provocar, fenómenos climáticos extremos (como inundações, secas, chuvas fortes e vagas de calor), incêndios florestais, escassez de água, o desaparecimento de glaciares e a subida do nível do mar, alterações nos padrões de distribuição ou mesmo extinção de espécies da fauna e da flora, doenças e pragas das plantas, escassez de alimentos e de água doce, intensificação do «smog» fotoquímico causador de problemas de saúde e a migração de pessoas que tentam escapar a essas ameaças. Há dados científicos que demonstram que os riscos de alterações irreversíveis e catastróficas aumentariam consideravelmente se o aquecimento global fosse superior a 2°C em relação aos níveis pré-industriais.
Assim, as medidas para lutar contra as alterações climáticas e reduzir as emissões de gases com efeito de estufa transformando a Europa numa economia hipocarbónica e de alta eficiência energética são, naturalmente, uma prioridade para a UE. Na Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas realizada em Paris, em dezembro de 2015, as Partes vindas do mundo inteiro decidiram manter o aquecimento global bem abaixo dos 2º C em relação aos níveis pré-industriais. A UE compromete-se a reduzir, até 2030, as emissões de gases com efeito de estufa em pelo menos 40% face aos níveis de 1990, ao mesmo tempo que pretende uma melhoria de 27% na eficiência energética e um aumento da quota de fontes de energias renováveis para 27% do consumo final. O Regime de Comércio de Licenças de Emissão da UE é um mecanismo fundamental para combater as alterações climáticas.
Mas a poluição é outro problema sério e real. Para termos perceção, cerca de 80% do lixo marinho vem da terra, sendo que, na maioria dos casos, são plásticos. São encontrados sacos de plástico no estômago de aves marinhas e de baleias encalhadas.
Com isto queremos chegar a que são necessárias políticas na mesma proporção que são necessárias ações de sensibilização que promovam um estilo de vida verde preocupado com o ambiente, as comunidades e as gerações futuras. E nesta medida realçamos uma incitativa promovida pelo Município de Guimarães.
Na passada segunda-feira, 14 de maio, foi apresentada em conferência de imprensa que decorreu no Laboratório da Paisagem, mais uma edição da Guimarães - Green Week, integrada pelo Município de Guimarães na semana europeia do Ambiente. A Green Week 2018, decorrerá entre o dia 22 de maio e 8 de junho e pretende sensibilizar e consciencializar os vimaranenses, e não só, para a sustentabilidade ambiental. Assim, as atividades desenvolvidas nesta iniciativa têm por base despertar e mobilizar a comunidade para os alertas, valores e princípios para a defesa do ambiente que promovam o desenvolvimento sustentável. Realçamos algumas datas a ter em conta: Dia Mundial da Biodiversidade celebrado a 22 de maio; o programa EcoCultural de 24 a 27 de maio; o Dia Mundial da Criança, no dia 1 de junho; o Dia Mundial da Bicicleta no dia 3 de junho; e os Dias Mundiais do Ambiente e dos Oceanos nos dias 5 e 8 de junho, respetivamente.
Mas não só estas datas. No dia 25 de maio, entre as 15:00 e as 16:30, decorrerá na Alameda de São Dâmaso um Dialogo com os Cidadãos com Humberto Delgado Rosa, Diretor para o Capital Natural na Direção-Geral do Ambiente da Comissão Europeia.
Seria interessante ver os cidadãos europeus preocupados com esta temática a participar ativamente pelo que aqui deixámos o repto e convite.
Curiosamente, uma cidade que se mostra preocupada por esta temática é a cidade portuguesa com o ar mais respirável, segundo relatório anunciado pela Organização Mundial de Saúde.
A natureza é o sistema que sustém a vida na Terra, pelo que as nossas ações terão efeitos muito reais naquilo a que chamamos futuro. “Vale a pena pensar nisto…”

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