Correio do Minho

Braga, terça-feira

Resta um pedido: se queres trabalhar paga para o fazeres!

Tancos: falta saber quase tudo

Correio

2011-02-02 às 06h00

Leitor

Eu conheço meia dúzia de fulanos que são uns insurrectos: trabalharam a vida toda numa empresa e, a dada altura, depois de fazer meia dúzia de contas, claro, decidiram arranjar um esquema para serem despedidos e ainda receberem por isso. Sim, pelo que vejo é um acto comum: toda uma vida de trabalho apenas para tramar o senhor empregador e o Estado! Até porque o esquema é muito bem urdido - depois de despedidos, é ir para o fundo de desemprego viver à conta do subsídio até, se possível, chegar à reforma.

Claro está, o nosso Governo, visionário, decidiu por isso magicar uma medida de protecção ao emprego dificultando toda esta maquinação diabólica (de resto, maquinação essa já vista, com outros contornos, nos falsos recibos verdes que, como todos nós sabemos, são uma ideia do povo preguiçoso que só quer trabalhar quando lhe apetece, sem ter de assumir um vínculo com uma entidade empregadora, e só por isto é que vão ser vítimas de uma carga fiscal assombrosa).
Por nosso lado, achamos que para acabar com os desempregados por vontade própria, ou como são conhecidos na gíria, os falsos desempregados, é abolir com o subsídio de desemprego! Assim todas as tentativas encapotadas de desemprego são desarmadas.

Mas, por cá, como somos amigos, vamos dar mais umas dicas para a salvação Nacional: por-que não se cria uma taxa aplicável a quem é despedido, do género: sais da empresa, por isso tens de pagar uma taxa cor-respondente aos salários recebidos e todo o transtorno emocional provocado à entidade empregadora por ter de tomar esta decisão.

Ou então, podemos ir à origem do problema: logo aquando da assinatura de um vínculo contratual, se ainda tiver algum significado, fazer o trabalhador compensar a entidade empregadora pela oportunidade que lhe está a proporcionar, levando-o a entregar uma contrapartida financeira correspondente ao salário auferido, isto se for no privado.
No público, como sabemos, sempre existem outras condições e regalias, por isso podemos adoptar os campos de trabalho: doze horas diárias de serviço, com direito a três refeições e a um espaço para dormir.

Assim, acreditamos, que conseguimos atingir todas as metas a que nos propomos em metade do tempo e, orgulhosamente (sós), seremos caso de estudo na Europa pela rapidez e capacidade de combater os nossos problemas económicos e financeiros dentro de um tempo recorde.

Nicolau Roque

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