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Resiliência

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Resiliência

Escreve quem sabe

2019-05-19 às 06h00

Joana Silva Joana Silva

Nem todos somos resilientes às circunstâncias da vida, mas deveríamos ser. Ser resiliente não é propriamente um estado, ou um comportamento, ou uma ação. É uma capacidade determinante de superar e de recuperar dos obstáculos e dos problemas que enfrentamos. Por outras palavras, as desilusões da vida, que deixam cicatrizes profundas. Segundo alguns estudos, no âmbito da psicologia social e comportamental revelam que o stress mau é, curiosamente, o agente emocional que mais contribuiu para a resiliência. Sabia que existe dois tipos, o bom e o mau? O “stress bom”, designa-se por stress apenas, uma energia boa e equilibrada que nos permite realizar as nossas ações no dia-a-dia. Basicamente, cada pessoa necessita de energia para as tarefas básicas, tais como, para se levantar todos os dias, tomar banho, o pequeno almoço, vestir etc.

Ora, quando a energia ultrapassa valores que o nosso corpo consegue suportar (Ex: uma espécie de esponja que já tem tanta água, que não consegue absorver mais nada) torna-se “Stress mau”, denominado por distress. Apesar de o distress, representar um perigo para a saúde, tem também um lado preponderante. Infâncias disfuncionais podem repercutir a resiliência na vida adulta. Confuso?! Por forma a clarificar, ser resiliente é saber lidar com o distress em graus muito elevados. Pessoas que tiveram infâncias muito difíceis (maus tratos entre outros problemas), trabalharam a sua personalidade no sentido de conseguirem encontrar soluções para resolverem os próprios problemas. Numa linguagem mais popular, pode dizer-se que face ao que vivenciaram aprenderam a “desenrascarem-se” melhor. Mas não no sentido negativo. Certamente que, conhece relatos de histórias reias de pessoas que passaram por traumas severos, e no entanto, quando tudo poderia apontar para um caminho desviante ( “perder-se na vida”), muito pelo contrário, alcançaram o sucesso e inspiram outras pessoas. Ninguém consegue, por mais que se deseja “apagar” o passado, mas a pessoa resiliente sabe sempre que pode recomeçar do zero e tem uma força inabalável e indestrutível. Há investigadores que defendem que a resiliência nasce connosco, uma espécie de gene herdado, há por outro lado quem afirme categoricamente que é adquirido, uma habilidade emocional que é desenvolvida consoante as experiências de vida. Como trabalhar a resiliência? Em primeiro lugar, ter uma boa auto-estima, é fundamental.

A pessoa resiliente sabe exatamente “filtrar” se o feedback exterior ( ex: o que as pessoas dizem dela) é real ou para lesar. Se efetivamente a pessoa resiliente reconhecer que afinal até a “crítica construtiva” tem fundamento, vai no imediato reconsiderar a sua atitude no sentido de corrigir essa falha da sua personalidade. Assim, tira das críticas e dos problemas as maiores lições. A pessoa resiliente, tem um elevado grau de inteligência emocional, sabe perfeitamente lidar com as suas próprias emoções e com os dos outros. Não se espante, se sem se aperceber ficar a admirar alguém que se expressa emocionalmente bem sem rodeios e é transparente e claro no que diz. A pessoa resiliente também “não baixa os braços” facilmente. São tenazes no encontro de soluções para os seus próprios problemas e até dos outros. Encontram soluções , muitas vezes, no improvável e no impossível. Quando todos perderam a esperança, o resiliente mantém como se vislumbrasse ainda uma pequena “luz ao fundo do túnel”.

As pessoas resilientes, são por norma muito sociais, expansivas e compreensivas, mas poucas as conhecem verdadeiramente. Ouvem mais, mas falam muito pouco de si.São também apelidadas de as “sonhadoras”, no entanto, são as que se revelam mais realistas e mais determinadas no alcance dos seus objetivos. Procure viver de forma resiliente. Não fique só a pedir coisas à vida, vá e faça. Se tiver que perdoar algo, comece por perdoar a si próprio, as vezes que se negligenciou emocionalmente a si próprio. Pense mais em si. A vida é um sopro e todos s caminhos são uma lição.

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