Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Reforço positivo

As Bibliotecas e a cooperação em rede

Voz às Escolas

2017-12-21 às 06h00

Luisa Rodrigues

Acapacidade de divulgação do trabalho realizado em cada Comunidade Escolar, embora possa ser considerada uma questão de somenos importância, assume-se, na atual conjuntura, como uma mais valia para o desenvolvimento de projetos que, pela sua especificidade e carater inovador, fazem a diferença entre as escolas.
Efetivamente, e atendendo ao clima de insatisfação que grassa na classe dos profissionais de educação, a existência, no seio de cada comunidade escolar, de grupos capazes de gerar e de gerir a comunicação que sistematiza e evidencia o investimento feito em prol da promoção de melhores e mais qualificadas aprendizagens, potencia a melhoria do clima de escola, constituindo um instrumento, por excelência, de reconhecimento e consequente motivação.

Embora não podendo ser considerada uma prática inovadora, atendendo a que muitos profissionais de educação a utilizam, frequentemente, desde há muito tempo, a prática do incentivo positivo como estratégia de promoção do sucesso não se aplica apenas aos alunos. Aliás, o reconhecimento de qualquer melhoria introduzida no desempenho de qualquer tarefa propicia a continuidade das práticas instituídas, reforça a convicção de que os objetivos podem ser atingidos e, simultaneamente, contribui para ultrapassar alguns constrangimentos.

Não se trata de implementar novas práticas, mas de repensar a mais valia que constituem e o impacto da sua utilização nas melhorias que pretendemos introduzir ao nível da promoção do sucesso escolar, cientes de que um e outro dependem do papel assumido pelos professores.
E os professores continuam a sentir-se maltratados e destituídos do papel preponderante que desempenhavam, sendo respeitados e reconhecidos, ao nível do desenvolvimento da consciência cívica dos alunos e da educação para valores que condicionam a existência de uma sociedade em que a liberdade de cada um é um direito inalienável, pelo que deve ser respeitada.

Não estamos à espera que se estabeleça uma correlação direta entre a subtração da autoridade do professor e a proliferação de episódios que atentam não só contra a liberdade mas, também, in extremis, contra a vida, mas é aconselhável que aconteça, por muito alto que seja o preço a pagar por quem, detentor do poder decisor, tenha que reconhecer que o caminho que definiu estava errado.

Reconheço a dificuldade em assumir-se um erro que, para além de se arrastar no tempo, hipotecou e continua a hipotecar toda uma geração, sem direito a correção. Do mesmo modo reconheço que quanto mais tempo passar sem que aos professores seja restituído o direito ao exercício da sua atividade profissional com a dignidade que merecem, sendo respeitados e reconhecidos como detentores de autoridade, mais distantes estaremos de viver em segurança.
E assim, à falta de medidas que reponham a normalidade, cabe-nos praticar o salutar exercício do reforço positivo e do reconhecimento público do trabalho dos professores, através do investimento no domínio da comunicação.

Que as evidências soem tal qual sinos de Natal e despertem a atenção dos nossos governantes; que as luzes que embelezam as ruas e as casas os iluminem, para que possam entender, finalmente, que sem professores não há sociedade.
O desejo de um Santo Natal e de um Feliz Ano Novo.

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