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Perdidos e achados

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Perdidos e achados

Voz às Escolas

2019-10-14 às 06h00

Maria da Graça Moura Maria da Graça Moura

Ano após ano, a escola confronta-se com a grande dificuldade de gerir os “perdidos e achados”. Ainda estamos em outubro, com apenas um mês de aulas, e já não sabemos o que fazer a tantos objetos abandonados, esquecidos, deixado aqui e ali, no vão da escada, no balneário, no banco do recreio,... Desde equipamentos de desporto, casacos, camisolas, enfim, tantos e tão variados (até os mais improváveis) objetos que diariamente os alunos esquecem nos espaços da escola. Todos os dias são expostos à entrada, na portaria. Peças de roupas que nunca são reclamadas pelos seus donos.
Nas escolas do primeiro ciclo e jardins de infância é mais fácil esta organização, pois os mais pequeninos são sempre acompanhados mais de perto e os seus pertences estão melhor identificados. Além disso são menos e estão quase sempre nos mesmos espaços. Mas crescem, começam a frequentar o quinto ano, e tudo muda!

No início do ano letivo, todos são informados dos procedimentos a seguir em caso de falta de algum objeto. No entanto, não se consegue evitar um acumulado de centenas de peças de roupa, de marcas caras e em muito bom estado que, por falta de reclamação, são encaminhadas, no Natal e/ou no final do ano letivo para instituições sociais. A escola não se pode responsabilizar pelos pertences dos alunos, em caso de desaparecimento.
Aconselhamos constantemente a não trazerem objetos/equipamentos muito caros, nem muito dinheiro que, por vezes, deixam, sem cuidado, dentro das mochilas abandonadas nos corredores e nos recreios.
Recomendamos a marcação das peças de vestuário, do equipamento desportivo, dos objetos de uso pessoal, a fim de poderem ser entregues aos alunos quando estes os perderem. A roupa e o material escolar etiquetado ajuda os alunos a identificar mais rapidamente o que é seu e ajuda-os a desenvolver o sentido de responsabilidade.

Os pais devem remeter para os filhos a organização da mochila, do lanche, do saco do equipamento desportivo para que saibam o que trazem para a escola e o que têm de levar para casa. O sentido de responsabilidade é essencial para os ajudar a não perder tudo, a toda a hora. Definir em família as pequenas responsabilidades do dia a dia, é atitude promotora do desenvolvimento nos alunos da consciência de que, na vida em comunidade, cada um tem de ser responsável pela sua parte.
Se a escola e a família tiverem os mesmos procedimentos, será mais fácil ajudar os alunos na organização e gestão do seu dia.

Se os pais explicarem aos filhos o valor do dinheiro, o quanto custa cada peça, objeto ou equipamento que perdeu, constituirá uma estratégia para não só evitar que o mesmo volte a acontecer, mas também para lhe dar bases financeiras para o futuro, constituindo assim uma ajuda no âmbito da sustentabilidade e economia social. Utilizando noções de matemática, se os alunos fossem confrontados com o exercício de calcular o preço de cada peça e objeto perdido, construindo gráficos por itens, ficariam admirados com os milhares de euros que todos os anos são deitados ao lixo ou desperdiçados na escola.
Desenvolver atitudes responsáveis perante a vida é um processo imprescindível. Demora tempo a adquirir, mas é fundamental para formarmos cidadãos responsáveis.

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