Correio do Minho

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Ideias

2012-09-21 às 06h00

Borges de Pinho Borges de Pinho

1 Em breve Pinto Monteiro deixará o Palácio Duque de Palmela e poderá voltar às suas origens telúricas e confraternizar com os conterrâneos de Porto de Ovelha que carinhosamente o tratam ainda por Fernandinho. Mas já irá tarde, e não deixa saudades.
No entanto tal topónimo, que lhe é familiar, faz-nos evocar a parábola do Bom Pastor onde se faz a destrinça entre o bom e o mau pastor, dizendo-se que um se preocupava e dava a vida pelas suas ovelhas enquanto o outro, porque mercenário, apenas cumpria anódina e sem paixão a função de guardador de ovelhas, não se preocupando com as que se afastavam do redil, eram comidas pelos lobos ou se perdiam nos silvedos. Não as amando, apenas vivia para a jorna e a fuga ao despedimento.
Ora Pinto Monteiro foi durante muitos anos (até tempo demais!) o “pastor” do grande “rebanho” do MP, de numerosas “cabeças”, mas um mau “pastor”. Assemelhando-se ao pastor mercenário a que alude a parábola, é com expectativa que aguardamos o seu substituto, já que, fazendo fé nas palavras da ministra quando interpelada sobre o novo PGR, será alguém que “ame” o MP, isto é, um bom “pastor” que viva para as suas ovelhas e com elas se preocupe.
Aliás a escolha de Pinto Monteiro foi um claro erro de “casting”, já que, sem sensibilidade para o MP, suas funções e vivências, desde cedo revelou uma manifesta inépcia e inaptidão para o cargo, para além de “qualidades”(!?) no mínimo discutíveis.
É um facto que não conseguiu ir além do “pastor” mercenário, pois não soube (ou não quis) zelar e cuidar do seu “rebanho”, mimou umas ovelhas em detrimento de outras, que amesquinhou com decisões discutíveis muitas vezes “afastando-as” do rebanho, e sobretudo deu perigosa e demasiada atenção apenas a algumas ovelhas “ranhosas” e “ ramelentas”, ignorando os balidos de outras e as atitudes de certas “cabras” e “bodes”. Tendo apenas “olhos” para com o patrão, sua defesa e o resto, perdeu-se em devaneios de mero gestor, sem sensibilidade, inteligência e ... amor .
Confiando-se na ministra, aguardamos a vinda de um “pastor” que, com isenção, independência, inteligência e legalidade, saiba congregar e respeitar as “ovelhas” do grande “rebanho” do MP, um “bom pastor” que as ame verdadeiramente.

2 O caso do Relvas e suas qualificações universitárias, vergonhoso e lamentável, já fede, como outrora o de Sócrates. Mas o mais chocante é que se prencham noticiários e mesas redondas com tal assunto como se tudo girasse à sua volta, ignorando-se a situação do país e seus problemas, dando-se atenção a opiniões de teor político, de puro terrorismo e aniquilação pessoal, usuais em certas “primas-donas” frementes de despeito e de vingança. Na verdade são muitos os “Prof. Pardal” a botar faladura e a bolsar palpites, mas subjacente a tudo isto está uma orquestrada “investigação” de certas “toupeiras” dos media a trabalhar a soldo de partidos e de terceiros, aliás com esconsos interesses num vasculhar tudo quanto possa atingir o Relvas, a Lusófona e Passos Coelho, até com o caso de o edifício-sede da candidatura.
Querem dimitir o Relvas? Façam-no já e derrubem também o Governo mas depois não se queixem se não houver mais dinheiro para as despesas do Estado, reformas e vencimentos de polícias, professores, militares, magistrados, deputados, etc.
O Relvas tem criado muitos anticorpos como governante com as questões da privatização da RTP, reforma autárquica, relações com os media e com o ex-espião Silva Carvalho, mas fazer um curso de 3 anos num só e com uma equiparação ou equivalência a 32 das 36 disciplinas cheira francamente mal e é inaceitável, mesmo com base no processo de Bolonha (ou da “Bergonha” !?!).
Mas nesta democracia do chico-espertismo, e com a “porcaria” do ensino a ser de todo minado pelo facilitismo, globalização, política e entrada na CEE, não espantará se surgirem mais casos de políticos que fizeram os “estudos primários e secundários” nas juventudes partidárias e na política ou cursaram “As novas oportunidades”.
Antes falava-se muito em “doutores da mula ruça”, mas agora a “mula” já nos surge “laranja” e “rosa”... E porque já abastardados os “doutoramentos honoris causa”, atribuídos a qualquer “gato pingado” por meras conveniência e oportunidade, é muito natural que se avance agora para as “licenciaturas honoris causa” como a do Relvas, creditando-se ridículas experiências (!) profissionais. Mas esperemos pela auditoria!...

3 Em 1 de Agosto terão sido mesmo abatidos cerca de três milhões de galinhas devido à directiva europeia 1999/74/EC que exigia dos produtores «melhores condições para o bem-estar das galinhas poedeiras», e mais “comodidades” como «gaiolas melhoradas» (750cm2 por galinha) com ninho, poleiro, cama que permita às aves debicar e esgravatar, e ainda “prancha para o desgaste de unhas” ?..
Alguns produtores diziam na ocasião (JN, 4.7.12) que a “mudança é desumana para nós, não para as galinhas”, mas face a tão nefasto “engalinhamento” interrogamo-nos se não houve apelo para o Tribunal Internacional das Aves, algures existente num dos países do malfadado, aluado e extravagante quadro comunitário, onde “debicam” políticos bem disfarçados de galos e galinhas em inúteis cocorocós e cacarejos ?!...

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