Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Osteoporose quando os ossos ficam mais frágeis

Mundo rural e os BIORESÍDUOS, o caminho da sustentabilidade

Voz à Saúde

2018-01-16 às 06h00

Joana Afonso

A Osteoporose é uma doença silenciosa que se caracteriza pela diminuição da densidade mineral óssea, tornando os nossos ossos mais frágeis e suscetíveis a fratura.
Em Portugal atinge cerca de 700 mil pessoas, sendo as mulheres na fase pós menopausa e a população em geral com mais de 65 anos os mais afetados pela doença. Há, ainda, fatores de risco que aumentam a probabilidade de desenvolver Osteoporose estando, parte deles, relacionados com hábitos de vida pouco saudáveis, podendo ser corrigidos, e outros sobre os quais não temos capacidade de intervir, como ser do género feminino, ter idade superior a 65 anos, ter história de familiares com fraturas ósseas, ser de pequena estatura ou apresentar magreza extrema. Sobre os fatores modificáveis destaque para a dieta com alimentos pobres em cálcio, o consumo excessivo de álcool ou de café (mais de dois cafés por dia), bem como o tabagismo, a falta da prática de exercício físico, a imobilização prolongada, algumas outras doenças, nomeadamente, ao nível da tiroide, assim como os respetivos tratamentos.

Parte dos indivíduos afetados não chegam a desenvolver sintomas de osteoporose, sendo o primeiro sinal a ocorrência de fraturas ósseas em reação a pequenos traumatismos, especialmente ao nível das vértebras da coluna, da anca e punhos. Quando a doença já se encontra muito avançada podem ser percetíveis alterações corporais como a perda de altura de cerca de 2 a 3 centímetros, o aparecimento de corcunda ou dos ombros descaídos para a frente.
Todas as mulheres após a menopausa e os homens acima dos 50 anos devem procurar o seu Médico de Família para que sejam avaliados todos os fatores de risco bem como a necessidade de realizar exames auxiliares de diagnóstico, entre os quais, a densitometria óssea, de forma a avaliar a densidade e qualidade do osso.

O tratamento deverá ter, essencialmente cariz preventivo, passando pela adoção de hábitos e estilos de vida saudáveis como: uma alimentação saudável e diversificada, com o consumo de alimentos ricos em cálcio e vitamina D, assegurando o aporte de proteínas e limitando a ingestão de álcool e café; a cessação tabágica; a prá- tica de atividade física regular que inclua exercícios de impacto moderado como a sustentação de peso, caminhadas e subida de escadas; estabelecimento de programas de treino adaptados a idosos que revelem maior risco de quedas, com treino de fortalecimento muscular e correção da marcha, postura e equilíbrio.
Adicionalmente, o seu Médico avaliará a necessidade de iniciar o tratamento com a toma de fármacos que aumentem a densidade de massa óssea, reduzindo o risco de fratura, concomitantemente à pertinência de suplementação de cálcio e vitamina D.
Dado o caráter crónico da doença, esta deverá ser monitorizada regularmente a nível dos cuidados de saúde.
Lembre-se, cuide de Si! Cuide da Sua saúde!

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