Correio do Minho

Braga, quarta-feira

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Os candidatos

Quem fez o trabalho de casa?

Ideias

2015-05-08 às 06h00

Borges de Pinho Borges de Pinho

Putativos ou não, já não se fala noutra coisa como se não houvesse nada mais importante do que o naipe de personalidades ou figuras com apetência a Belém. Para salvar o país, dizem eles, imaginem! ... Traçam-se cenários, fazem-se conjecturas e até se tomam atitudes apesar de faltarem muitos meses para tal eleição que, diga-se, terá antes e a precedê-la, se não mesmo a condicioná-la, a eleição para as legislativas. Com o povo a pronunciar-se primeiro sobre os partidos ou coligações que devem formar governo, escolhendo naturalmente, e mais uma vez, aqueles figurantes, os deputados, que nos irão depois “chagar” a paciência e “moer-nos o juízo” com as suas momices, patetices e palavreado de “chacha” na A.R., gastando o nosso dinheiro e “gozando” das benesses e mordomias com que a “democracia”, ou “partidocracia” para se ser mais correcto, vem “punindo” o país, destruindo e arruinando-o como nação milenar e responsável, desprestigiando e descredibilizando a “política” e fazendo “crescer” o número de oportunistas, aproveitadores e inqualificáveis “gestores” dos dinheiros públicos. Um “mundo” especial onde são cada vez mais os que “resvalam” e “caem” nos habituais “pecadilhos, muitos com contornos criminais, sendo depois acossados pela Justiça. E por se falar nas legislativas estamos já com curiosidade em saber em qual lista do PS surgirá o A. Ralha, o sindicalista dos tributários, muito querido e disputado pelo seu papel na lista VIP. Mas há que saber esperar, como aliás vimos aguardando a entrada do Vara na cadeia devido aos “robalos”. Ou estar-se-á a congeminar mais uma “oportuna” prescrição por atrasos no trânsito em julgado da sentença condenatória !?
Voltando-se aos candidatos, que pensar das figuras já apontadas, apresentadas, tidas como prováveis e de certos nomes sussurrados? Os socialistas não se entendem, vão-se degladiando e perdendo mesmo as estribeiras (v.g. os Sérgios Pintos, os Lellos, os Santos Silvas, e outros), enquanto o Costa tarda em pronunciar-se. Aliás como acontece em relação ao seu programa de governo, diga-se!... O Guterres disse que não tal como o Jaime Gama e o Vitorino pôs-se de fora, sendo que o problema é mesmo bicudo apesar da aparente calma do Coelho, um homem tido por belicoso por já ter dito que “quem se mete com o PS leva”. Mas são bem significativas e esclarecedoras as reacções à candidatura do Henrique Neto, um ex-socialista e ex-empresário que integra uma gorda lista de exs-qualquer coisa, como o ex-reitor Sampaio da Nóvoa, que se diz um ex-coisa nenhuma de política partidária (?!), um ex-vereador da Câmara do Porto, o universitário e “anti-corrupção” Paulo Morais, o ex-secretário geral da CGTPCP Carlos Carvalhas, e ainda outros “exs.” como se irá ver. Para já importa anotar-se que o Nóvoa (ou Névoa como já alguém insinuou!..) e o Morais são professores universitários e o Carvalhas anda por lá, não se podendo de modo nenhum esquecer o Marcelo, outro professor, impondo-se concluir que o “ensino” já não seduz nem é o que era e que o Crato deu mesmo cabo da Educação. Mas continuando-se com os exs. , há que lembrar ainda Santana Lopes, um ex-primeiro ministro, o Rui Rio, um ex-presidente de Câmara, e nada nos garante que não surjam outros exs., até já se falando num novo Freitas do Amaral, primo de um antigo ex-candidato. Todos à espera de um “empurrãozito”, de preferência de um partido político.
E ao vê-los assim tão presidenciáveis, disponíveis, voluntariosos e tão “sacrificados”, ocorre-nos logo a “mensagem-observação-pedido” inserta no jornal “Os Ridículos” da época, “adornando” e enfatizando uma fotografia de Salazar na Ponte da Arrábida aquando da visita-inauguração com um «podia-ó empurrá-lo!?»... E não é também que nos dá ganas de “empurrá-los”, e de uma ponte qualquer (podia sê-lo na “crismada” de 25 de Abril) ?!... Todos à espera de “empurrões”, diga-se, sendo ridículo, risível e intrigante, além de “comovente” e sugestivo, que o Nóvoa tenha surgido ao lado do “jovem” Mário Soares e no Congresso do PS se tenha “encostado” ao Costa, como aliás o vem fazendo com outras figuras e figurões, numa tal ânsia de um imediatismo público que até já o “empurra” para “dúbios” mas sugestivos eventos de contornos políticos. Intentando “projectar-se” publicamente e sendo até já coadjuvado, diga-se, a atermo-nos no escrito por Cintra Torrres (CM, 19.4.) sob o título “Fátima não dá ponto sem Nóvoa”, aludindo ao «Prós & Prós» sobre as presidenciais de Fátima Campos Ferreira, que “compôs um painel que à partida, favorecia o pré-candidato António Nóvoa. Era o único pré-candidato com um simpatizante - militante confesso - no palco e mais dois na plateia: três a zero para os outros”. O que não nos surpreende, diga-se, espantando-nos poder haver alguém ainda com dúvidas sobre as usuais “imparcialidade” e “isenção” de tal figura da TV. Aliás também não deixa de ser ridículo, risível, caricato mas esclarecedor que o Morais tenha apresentado a candidatura no Café Piolho, no Porto. Não quererá e não estará ele próprio a lembrar que a eleição presidencial não vai passar de mais uma “piolheira”, e das maiores, nesta “especial” democracia, com os candidatos a desdobrarem-se num palavreado político, balofo e eleiçoeiro, “confundindo” o papel e funções de um PR com os de um PM, esquecendo de todo os poderes constitucionais e de intervenção?... Aliás, e por mais que se queira acreditar nas pureza e lisura de suas intenções em “servir” Portugal, não é possível esquecer facilmente alguns dos seus actos, palavras e intervenções no concreto da sua vida público-política, camarária ou outra, nem ignorar as “razões” de badalados desligamentos partidários e os encapotados “apadrinhamentos” que certos media e outros (v.g. o açoreano presidente do PS, Vasco Lourenço, um bridegista brilhante e militar de Abril) vêm dando ao Nóvoa, que terça armas por uma “benção” dos exs. Sampaio e Eanes.
E se tão “desinteressados”, nada “interessantes” e “comoventes” presidenciáveis tão só carecem de um ”empurrão”, o certo é que não podemos esquecer aqueles outros que o são ou não conforme as horas, dias e conveniências, vivenciando esconsas manhosices mas sempre numa expectativa de que “surja” mesmo um empurrão de uma força política para então se “ perfilarem” e “convencerem” o povo do “sacrifício” que vão fazer pelo país!... Aliás, a propósito dos candidatos, confessamos que até ao momento as personagens, figuras e nomes já avançados nada de especial nos dizem ou garantem, nem sequer o mediatizado Marcelo que se vem perfilando como um malabarista da palavra, um “gestor” de ideias e um “entretrainer” de intervenções diplomáticas mescladas de superficialidade num tabuleiro onde intenta disputar um controverso jogo de conveniências e de esconso convencimento. Aliás numa configuração moderna e actual, como já se ouviu, do “Prof.Pardal” dos livrinhos do Pato Donald, Tio Patinhas, Zé Carioca, etc., sempre “engenhoso”, “habilidoso” e um “génio” por saber de tudo, tudo fazer e de tudo perceber, “surgindo” nos mais diversos cenários.
Mas de certo ainda surgirão outros candidatos, eventualmente perfilando-se também como figuras sérias, credíveis, impolutas, rentáveis, interessantes e... com adequado perfil sem descaradamente se mostrarem “interessados” ou “interesseiros”!... Aliás a procissão ainda vai no adro e não se sabem quantos e quais os “andores” que formarão o “cortejo presidencial”, e quais os “mordomos” que os irão levar aos ombros. Com opas ou não!..

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