Correio do Minho

Braga, terça-feira

O meu pequenino/a está com diarreia e/ou vómitos, e agora?

“Novo tabaco” mata 600 mil crianças por ano

Voz à Saúde

2016-10-25 às 06h00

Bruno Melo

Antes de abordar o tema, é essencial que os pais percebam que se considera diarreia aguda quando estamos perante um aumento do número de dejeções (número de vezes que vai à casa de banho defecar), juntamente com uma diminuição da consistência das fezes (fezes mais líquidas). Habitualmente, é um processo auto limitado (percurso determinado e limitado no tempo), com uma duração de cerca de 3-6 dias, podendo chegar até às 2 semanas.

Já os vómitos são a expulsão forçada do conteúdo gástrico (do estômago) através da boca e associados a contrações da parede gastrointestinal e da musculatura abdominal. É fundamental distinguir o vómito espontâneo do vómito emetizante (provocado por episódios de tosse) e da regurgitação (expulsão de alimentos do estômago, sem náuseas e sem contrações musculares violentas). O vómito é um sintoma pouco específico (ou seja, não é exclusivo de uma doença) e, na maioria das vezes, está relacionado com situações benignas (afeções com evolução favorável e com cura) e auto limitadas.

Assim, perante diarreia e/ou vómitos, um dos diagnósticos mais prováveis será estarmos perante uma Gastroenterite, que é um termo médico para a irritação, inflamação do tubo digestivo, incluindo o estômago e o intestino.
São várias as causas para esta patologia, sendo que a maioria das gastroenterites é provocada pela ingestão de alimentos ou água contaminados por vírus ou bactérias, pela designada intoxicação alimentar e pela transmissão fecal-oral de pessoa para pessoa.

Os principais sintomas, ou seja, manifestações ou queixas, são a diarreia e os vómitos, aos quais podem estar associados dor abdominal (dores de barriga), náuseas, febre e cefaleias (dor de cabeça). Uma das complicações importantes da gastroenterite é a desidratação, sendo um sinal a que os pais devem estar muito atentos. Estes podem traduzir-se por olhos encovados (as chamadas olheiras), boca seca, sede, redução do volume de urina (a criança urina menos que o costume).

E agora, talvez o que mais interessa ao caro leitor, o que devo fazer perante estes sintomas? É importante que as crianças mantenham a ingestão de água para evitar a desidratação. Por vezes, pode ser necessário recorrer a soluções hidroeletrolíticas de reidratação oral, disponíveis em farmácias e parafarmácias. É natural que as crianças apresentem anorexia (redução do apetite, fome), sendo que a alimentação deve ser reintroduzida tão precocemente quanto possível, mas sem ser forçada, e evitando alimentos ricos em açúcares e ou gorduras.

Perante um episódio de vómito, realizar pausa alimentar e, posteriormente, tentar a reidratação oral fracionada (aos poucos). Relativamente à medicação, os antibióticos não estão indicados por rotina, salvo algumas indicações; porém, os chamados probióticos podem ajudar na redução da diarreia aguda.
É essencial que os pais estejam atentos aos sinais de alarme, como os de desidratação, vómitos incoercíveis (que não se conseguem parar), intolerância à hidratação oral, recusa alimentar e diarreia com sangue e ou muco.
Em caso de dúvida, aconselhe-se com o seu médico. Cuide da saúde dos Seus!

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