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2019-09-18 às 06h00

Pedro Machado Pedro Machado

ABraval recolheu cerca de 1,5 toneladas de resíduos recicláveis (papel/cartão e plástico/metal), nos cerca de 20 contentores de 1.100l e 120l, colocados, para o evento, nas ruas do centro histórico de Braga.
Nesta edição, a Braval, em parceria com a Sociedade Ponto Verde, proporcionou a presença de 8 “mochileiros”, nas noites de sexta-feira e sábado e nas tardes de sábado e domingo. Estes “ecopontos móveis”, em formato de mochila, permitiam a deposição de embalagens, para além de servirem como veículo de sensibilização para a necessidade de reciclar, não apenas em casa, mas em todo o lado.
Lamentavelmente, a Braval detetou vários resíduos não recicláveis mal depositados nos ecopontos, o que leva à contaminação de outros resíduos recicláveis.
É este ponto que quero frisar: o esforço de colocação de contentores nos eventos, bem como, estas recolhas extraordinárias, acabam por ser em vão, quando os resíduos são mal separados, pois ficam contaminados e acabam por ter de ser tratados como resíduos indiferenciados.

Era importante que a população compreendesse que a existência de contentores de cores diferentes tem um objetivo, caso contrário, bastaria a colocação de um tipo de contentores.
Veja-se o caso do Bananeiro, no Natal: não faz sentido colocar ecopontos amarelos para recolha dos copos de plástico se mais de 50% dos resíduos recolhidos são cascas de banana!
De nada adianta colocar ecopontos se os resíduos que se recolhem são indiferenciados ou então, os resíduos recicláveis estão contaminados. Neste caso estamos também a desperdiçar recursos humanos e materiais, que são alocados propositadamente para este serviço, quando poderiam estar a realizar outros serviços.

Parece-me que o caminho a seguir nos eventos tem de ser cada vez mais, o da redução dos resíduos produzidos, como tem sido o caso dos copos reutilizáveis.
Esta utilização leva a que os utilizadores compreendam que o melhor resíduo é aquele que não chega a ser produzido.
A questão do tratamento de resíduos não está apenas nas empresas responsáveis, mas começa no momento em que deitamos alguma coisa fora, ou seja, no local de deposição, incluindo se utilizamos corretamente os ecopontos para que estes resíduos possam ser encaminhados para reciclagem.
Cada um tem de fazer a sua parte. Ajude-nos, ajudando-se!

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