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Movimento anti-vacinas: Uma das 10 principais ameaças à saúde global

Cidadãos não são dados estatísticos

Movimento anti-vacinas: Uma das 10 principais ameaças à saúde global

Voz à Saúde

2019-06-25 às 06h00

Ana Catarina Guimarães Ana Catarina Guimarães

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou a resistência à vacinação como uma das 10 principais ameaças à saúde global em 2019. A desconfiança da sociedade nas vacinas pode significar um retrocesso na luta contra doenças infeciosas potencialmente fatais, mas evitáveis por meio da vacinação. O maior estudo realizado a nível mundial sobre atitudes em imunização sugere que a confiança na vacinação é baixa em determinadas regiões mundiais. Os efeitos da redução da cobertura vacinal já são visíveis com o reaparecimento de novos casos de sarampo a nível Mundial. Os EUA estão em risco de perder o estatuto de país com eliminação de sarampo após terem sido reportados cerca de 1000 novos casos desde o início do ano. Só entre Setembro de 2017 e Setembro de 2018 foram reportados mais de 13 mil casos de sarampo na Europa. Existe o alerta de que a percentagem de pessoas que vão contrair a doença aumentará 50% até 2050. Este reaparecimento é explicado sobretudo pela hesitação na vacinação, alimentada pelo medo e desinformação.

É crucial salientar que à luz da evidência científica a vacinação é a melhor defesa contra doenças infecciosas potencialmente fatais, evitáveis com a vacinação, como é o caso do sarampo. As vacinas protegem biliões de pessoas em todo o mundo. A vacinação é responsável pela erradicação em 1980 da varíola, que foi uma das doenças mais devastadoras mundo. Desde 1988 que a OMS em parceria com a Iniciativa de Erradicação Global da Poliomielite conseguiram reduzir, com a vacinação, os casos de poliomielite em cerca de 99% a nível mundial, sendo que o objetivo é alcançar a erradicação. Portugal aderiu à iniciativa desde o início e a doença foi oficialmente eliminada em 2002, devido ao sucesso do Programa Nacional de Vacinação.

Segundo estudos da Comissão Europeia, Portugal tem a proporção mais elevada, acima de 95% de pessoas que acreditam na segurança, efetividade e importância da vacinas. Portugal nunca perdeu estatuto conferido pela OMS em 2015 de país com eliminação do sarampo e da rubéola.

A vacinação é a melhor medida preventiva para reduzir o risco de circulação dos vírus responsáveis por estas doenças, e é a única medida que as permite erradicar globalmente. A vacinação não deve ser vista apenas como um direito, mas também como um dever dos cidadãos, que ao escolherem vacinar-se estão a defender a sua saúde, a saúde pública e a praticar um ato de cidadania. Vale a pena vacinar! Vacine-se a si e aos seus filhos!

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