Correio do Minho

Braga,

- +

Mentiras, jogos políticos e disparates

Datas que não podem ser esquecidas durante todo o ano

Ideias

2014-02-07 às 06h00

Borges de Pinho Borges de Pinho

1. O caso passa-se em Coimbra com a PJ a investigar um processo que chegou ao DIAP após denúncia de Catarina Martins, ex-secretária coordenadora da Secção da Sé Nova do PS, indignada com o ocorrido e face à inércia e decorrente inacção depois das suas queixas às comissões distrital e nacional de jurisdição, ao Secretariado Nacional e a Seguro, pessoalmente.
Como se dá nota e resulta das suas declarações (vide JN de 4.1.14 sob o título “PJ apanha dados falsos em centenas de inscrições no PS” ), em 2011 teriam sido inscritas centenas de pessoas com dados falsos, referindo-se que “alguns conhecidos militantes locais do PS (...) assinaram como proponentes, fichas de filiação de centenas de anónimos preenchidas com moradas e postos de trabalho falsos ou fictícios, entre outros elementos suspeitos”, o que não foi mais do que “uma estratégia concertada para vencer eleições das secções, concelhias e Distrital de Coimbra”.
Aliás fala-se “hoje em mais de 600 inscrições falsas no distrito, entre a chegada de Seguro à liderança do PS (Julho de 2011) e o prazo-limite de inscrição (Dezembro de 2011) para os novos militantes alcançarem o direito de voto, ao fim de seis meses, nas eleições de 2012”, e daí o curioso e o insólito de figurar como residência de mais de duas dezenas de militantes um apartamento onde moravam apenas «duas meninas», uma cave no n.º 44 da R. Padre António Vieira, sendo que “até as Escadas Monumentais - que dão acesso ao pólo 1 da Universidade de Coimbra, e onde não há casas—são indicadas como residência nalgumas das situações”. Falsidades e mentiras que envolverão moradas, postos de trabalho e até empresas de certo modo desconhecidas de alguns desses novos militantes.
Um jogo de mentiras e aldrabices, dizendo Cristina, que até o trataria por tu, que “« o Seguro teve sempre conhecimento de tudo, não tem como negar»”, sendo certo que isto de filiações e inscrições “à maneira” não é monopólio do PS nem só de Coimbra.
Aliás “o PSD aceitou a filiação de militantes falsos em 2009, validados pela secção i, um dos núcleos da Distrital de Lisboa”, sendo que “os cartões falsos foram usados nas «directas» do partido e o beneficiado com o esquema foi Passos Coelho”, e quanto ao PS, importará ainda anotar-se a reclamação do seu líder em Matosinhos face ao pagamento de 1172 quotas em atraso no montante de 11.066 euros por um morador do bairro social de Perafita e a polémica havida aquando das eleições para a concelhia do Porto com certos pagamentos colectivos, ”alguns alegadamente feitos por familiares” de um dos candidatos.
Mentiras, jogos e e falsidades que serão imensas e muito usuais neste domínio, não nos alargando ao caso de Gualtar, em Braga, de que também ainda se fala.

2. Sócrates, pelo que se vê, continua um mentiroso relapso já que a propósito da morte de Eusébio, num lamentável, censurável e capcioso aproveitamento, disse na TV “que a história de que mais se lembrou «durantes estes dois dias» foi o confronto nos quartos de final do Mundial da Inglaterra entre a Coreia e Portugal, quando tinha apenas 9 anos” (C.Manhã, de 8.1.114).
Dizendo-se «benfiquista por causa do Eusébio» “acrescenta que, quando chegou à escola, «Portugal já ganhava», o que provocou «uma explosão de alegria»”, informando que no dia desse jogo “«tinha saído de casa com Portugal a perder» e ouviu o resultado «pelas ruas da Covilhã enquanto ia para a escola»”.
Simplesmente, porque a mentira tem perna curta, é de sublinhar que “o jogo foi a 23.7.1966, um sábado às 3 horas da tarde, em tempo de férias“ e o por si afirmado esbarra com as declarações de um antigo colega na primária e no liceu, o ex-jornalista João Figueira, “que também se lembra muito bem do jogo com a Coreia «porque estava de férias da escola. A mesma onde José Sócrates andava»” (id.).
Num momento de luto nacional e funesto para muitos, benfiquistas ou não, num lamentável aproveitamento da situação Sócrates mais uma vez se “embrulhou” com a mentira, até porque um relato tão minucioso não pode ser tido apenas como um mero lapso da memória. Claro que “a posteriori” surgiu a “conveniente” explicação da ida à escola para jogar futebol com amigos, o que não nos convence já que quanto aos seus estudos e escolas é usual um certo “embrulho”, mesclado de mentiras e falsidade.

3. Mário Soares continua a ser igual a si mesmo, não perdendo o ensejo de minorar e amesquinhar quem não está, não esteve, não concorda consigo e não lhe caiu no goto. E nem sequer se pode levar à conta de baboseiras e coisas da idade, mas sim a algo de inato e natural do seu íntimo e maneira de ser: não esquecer e nunca perdoar.
Acompanhando Paulo Pinto de Mascarenhas na sua análise às palavras e comentários de Soares no dia da morte de Eusébio, em que teria abordado aspectos da vida privada, restaurantes que frequentava ou o whisky que bebia e dito “que o jogador era «agradável», mas «pouco instruído» e «com pouca cultura»”, ainda acrescentando que «não se esperava dele que fosse um pensador», aplaudimos e sublinhamos o que a tal propósito escreveu : “herói popular por excelência, Eusébio prova que Mário Soares anda sempre com o povo na boca, mas não faz ideia o que pensa o povo” (C.Manhã, 8.1.14).
Soares, que de certo nunca teria lidado bem com o facto de Eusébio se afirmar PSD, como se ouviu dizer, mais uma vez se revelou, e de uma forma incontornável, como um “pensador”(!?!) limitado, mesquinho, que não esquece e nunca perdoa e dono de um fraseado lamentável, insensato e inaceitável para o momento.

Deixa o teu comentário

Últimas Ideias

08 Dezembro 2019

A Sueca

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.