Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Manuais Escolares Solidários. O papel social das Bibliotecas

Escrever e falar bem Português

Ideias

2018-09-06 às 06h00

Aida Alves

Agora que iniciamos novo ciclo de estudo, novo ano letivo se avizinha. Preocupações se impõem às famílias na compra dos materiais escolares, desde manuais escolares, fichas de atividades que os acompanham, material escolar vário.
A aquisição de manuais escolares pelas famílias com filhos em idade escolar, entre os meses de julho e setembro, constitui um compromisso que se estende por doze anos letivos às famílias portuguesas. Os encargos inerentes à sua aquisição aumentam de ano para ano e são elevadíssimos quando se fazem as contas finais, em agregados com dois a mais filhos. Parte do investimento na educação de cada um de nós, passou pela compra e consequente aprendizagem feita através de variadíssimos manuais escolares, pelo que eles assumem impreterivelmente um papel de relevo no universo escolar.
A avaliação dos manuais escolares é habitualmente realizada por professores aquando da sua adopção nas escolas, por investigadores cujo interesse científico reside neste recurso educativo, por autores de manuais escolares e seus editores por razões ligadas, sobretudo, à inovação e à consequente diferenciação do produto que disponibilizam no mercado, pelo Ministério da Educação por motivos, entre outros, de supervisão, etc. Tendo este recurso educativo como uma das suas principais funções facilitar as relações pedagógicas entre os contextos escolar e familiar, acontece que também frequentemente são os pais que fazem o acompanhamento domiciliário das tarefas escolares dos educandos.
Apesar dos apoios sociais do Governo e dos Municípios, nos últimos sete anos, continuamos a assistir ao aparecimento de movimentos espontâneos de bancos de manuais escolares usados, a nível nacional. Recordamos que de forma mais concertada surgiu o movimento REUTILIZAR.ORG que vem sinalizando, atua- lizando anualmente todos os bancos locais de troca de manuais escolares usados, a nível nacional. Uma importante ajuda aos pais. http://www.reutilizar.org/ /REUTILIZAR.ORG/REUTILIZAR.html.
Em 2017, nos 90 bancos de troca dos distritos do Porto, Braga e Setúbal, as famílias pouparam no ano passado 680 mil euros, segundo informação (in Público, 14 de agosto de 2017).
Em Portugal, as Bibliotecas de leitura pública têm prestado um forte contributo neste serviço de apoio social, constituindo bancos de manuais escolares locais e mediando o contacto entre as escolas e a população. Se precisa de adquirir manuais escolares, antes de o fazer, tente primeiro dirigir-se a um banco local. Pode encontrá-lo na sua área de residência.
Em Braga vários têm sido os agentes locais que têm participado neste movimento, ou cafés, ou escolas, juntas de freguesia, bibliotecas escolares, Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva. Esta Biblioteca disponibiliza à comunidade a Bolsa Solidária de Manuais Escolares Usados, desde o 1º ao 12º ano de escolaridade. Um serviço que conta com o apoio do Município de Braga, das escolas, algumas juntas de freguesia e Associação de Funcionários da Universidade do Minho (AFUM). Este serviço baseia-se na oferta por parte da comunidade de manuais escolares usados e visa a reutilização desses livros e a diminuição dos custos de aquisição a quem precisa. O empréstimo anual é gratuito. Procura-se ainda incentivar boas práticas de proteção e educação ambiental, bem como desenvolver o sentido de partilha e solidariedade social. Todos os alunos do concelho podem ter acesso aos manuais disponíveis no site da BSMEU: http://bsmeu.blcs.pt
Visite a sua biblioteca de leitura pública mais próxima. Ela com toda a certeza ajudá-lo-á neste processo.

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