Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Ludoterapia

Escola em mudança

Escreve quem sabe

2018-05-15 às 06h00

Ana Paula Silva

As crianças gostam de brincar
Brincar é uma forma de linguagem. Bergman (1998)


ALudoterapia é uma técnica utilizada com crianças entre os três e os onze anos, que se baseia no brincar, através da utilização de brinquedos e materiais lúdicos, possibilitando à criança a projetação do seu mundo interno. Esta técnica tem como objetivo principal compreender a sua linguagem simbólica e influenciar o seu desenvolvi- mento a vários níveis: físico, intelectual, linguagem social e emocional.
Na ludoterapia, a criança a brincar, tem a oportunidade de exprimir as suas emoções, sentimentos e problemas, tornando-se terapêutico ao permitir-lhe compreender e experimentar diferentes formas de lidar com os conflitos, medos e angústias. Quando a criança não tem consciência do sofrimento, a ludoterapia também lhe dá a oportunidade de analisar o mundo e conhecer-se melhor.
Os brinquedos e materiais lúdicos são utilizados como ferramentas para ajudar a criança a expressar o que pensa e sente num dado momento ou sobre uma situação específica. A criança sente-se segura pois está no seu ambiente natural, sendo mais fácil expressar as suas emoções (a raiva, a dor, a alegria, a tristeza, a felicidade, a frustração).

No fundo, os brinquedos são como as palavras e o brincar como a linguagem que a criança usa para comunicar. Pode-se encarar a ludoterapia para as crianças como a psicoterapia para os adultos: o brincar é a forma natural da criança expressar-se, tal como falar é a forma natural de expressão do adulto.
O psicólogo coloca ênfase nas questões emocionais, com o objetivo de conduzir ao equilíbrio psicológico e emocional, e, consequentemente, ao bem-estar. Quando as crianças têm dificuldade em expressar-se verbalmente, o brincar é utilizado como o único recurso que lhes permite sentir segurança para transmitir algo que é difícil de explicar (ex: medos, angústias, abusos).

Ao brincar, a criança coloca toda a sua atenção e emoção na brincadeira, acabando por achar que está invisível ao olhar do outro. No entanto, existem alturas em que a criança toma consciência que está a expor-se ao representar situações que a afligem, e, nalguns casos, ao terminar a consulta, pede ao psicólogo que não mostre o que fez a ninguém.
Ao utilizar-se técnicas diversas e observando aquilo que a criança fez, o psicólogo consegue entendê-la e ajudá-la na obtenção de uma solução para diminuir ou acabar a dor, permitindo uma melhor adaptação social.
A Ludoterapia tem como objetivo apoiar a criança a ultrapassar dificuldades e resolver conflitos, primeiramente ao nível da fantasia, e depois possibilitando a transferência para o mundo real, e, desta forma, ajudá-la a crescer de forma saudável.

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