Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Ética ... seriedade e honestidade

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Ideias

2018-04-06 às 06h00

Borges de Pinho

Dificilmente rimam, convergem e se compaginam em política. Pelo menos a anunciada por alguns políticos que se autoproclamaram seus banheiros, quando os factos não acompanham tal propósito. Não se assumindo animosidade em relação ao personagem, que se vangloria de ser nas polémicas e com ataques que melhor se sente e trabalha, e não se querendo contribuir para tais produtividade, bem estar e felicidade, tão só se diz que continuamos à espera do prometido banho de ética na política. Aliás fê-lo de um modo tão convicto que Cintra Torres já o trata por o «Senhor Ética» (Suplemento, C.M.15.3.18) e nós já o víamos com a F.Leite ao colo a tomar banhos de ética na Foz do Douro, com Santana em cima de um penedo e os barões perdidos na espuma e no marulhar da água na areia. Onde eram visíveis marcas dos pés de Pacheco Pereira, do boxeur Sarmento e outros ...
Referimo-nos a Rui Rio, hoje «patriarca» do PSD, que vem enfrentando casos polémicos de seus mais próximos colaboradores, desde o Malheiro, o homem de Ovar e dos votos colhidos nos areais desertos dos antigos palheiros do Furadouro, a Aline Fraga, polémica e malquista, e o Barreiras Duarte, seu ex-secretário-geral enrodilhado num currículo de fundilhos rotos e falsificação investigada pelo MP (C.M. 15.3.18). E se ainda corre termos um processo relativo ao reinado da Fraga como bastonária da O.A., e suas contas, compreende-se que Rui Rio se sinta cada vez mais resssabiado com a Justiça e a acção do MP e deseje uma reforma, quiçá idealizando uma Justiça mais cómoda, maleável e manejável para os políticos, como no antanho.
Mas quanto a currículos com fundilhos rotos e falsos, que são muitos, há tão só a dizer que isso já se tornou tão usual que não deve preocupar o «Senhor Ética». O povo, habituado, apenas não compreende que para ser político seja necessário apresentar currículo universitário, ter um canudo, etc., etc.., pois, face aos resultados, qualquer m.... serve e até seriam úteis de roçadoura e sachola na mão a limpar as matas. Aliás, como casos badalados há a licenciatura de Sócrates, com diploma assinado a 8 de Setembro de 1996:um domingo (..), notas de quatro exames que lhe permitiam licenciar-se a terem sido colocadas no mesmo dia, (e) ainda o caso do inglês técnico (...), e a do Relvas, hoje já com canudo após ter feito as duas disciplinas declaradas nulas pela justiça e conseguido 36 cadeiras do curso de Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade Lusófona, por equivalência, sendo que Sócrates, diz a O.E., «não está, nem nunca esteve, inscrito na Ordem». Mas seguindo de perto o C.M. e o título dos «currículos criativos na política», não dá para entender o pensar dos políticos que, furando a ética, falham em honestidade, verdade e seriedade, e depois pedem a demissão, como Nuno Félix, chefe de gabinete do secretário de Estado da Juventude e do Desporto porque não tinha as duas licenciaturas que estavam no despacho de nomeação, e Rui Roque, adjunto para os Assuntos regionais, que declarara uma licenciatura que não possuía em Engenharia Electrónica e de Computadores, e ainda a estória de Rui Esteves, ex-comandante da Protecção Civil, dito licenciado na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco (...), quando o diploma foi conseguido quase na totalidade com equivalências.
Aliás o povo, está mesmo entregue à bicharada e é burlado por um mundo de comedores. Marcelo, após muito paleio, promulgou a tal lei polémica feita à socapa sobre o Iva e financiamento aos partidos, que a A.R. lhe devolveu após uns pespontos que não alteraram formato, valia e efeitos. Mas era de esperar!... Isto de deixar «a raposa a guardar as galinhas do galinheiro», a poder escolher os momento e modo para furar a rede, apanhar as galinhas desprevenidas e comê-las à vontade, não lembra ao Diabo. Para mais, sabendo-se o que acontece no galinheiro político onde abundam conhecidas raposas, resta-nos concluir que os políticos são gente reles, de ética duvidosa, e não há banhos éticos que resultem. É que são muitos e usuais os casos de políticos ou ex-políticos que vivem de expedientes, mergulhados em situações onde até uma esconsa criminalidade se enrodilha nos seus actos e funções, com a honestidade e a seriedade a desaparecerem engolidas nos poluídos caudais das vaidades, anseios e interesses particulares.
O Barreiras Duarte, se já tinha confusões na localização das vírgulas e entre Lisboa e Bombarral, lá se demitiu de secretário geral do PSD, e o «Senhor Ética mostrou dificuldades no salto de barreiras, talvez perturbado com a classificação dada pelo Juri presidido pela ex-ministra Constança. Mas neste mundo de brincalhotices políticas, bom estômago tem que ter o «Senhor Ética para digerir tais falhas em seriedade e honestidade e dar o tal banho . O futuro não lhe é promissor, apesar do ar e risinho malandros, e ou desiste da ideia ... ou procura outros areais e praias, levando o Silvano, que se esfalfou no galinheiro com a lei do Iva e financiamentos aos partidos, para lhe chegar os, sabonete, gel, champôs etc. Mas é difícil! Confundir Bombarral com Lisboa nem será grave pois a Casa da Democracia está habituada a ter deputados que vivem em Lisboa e residem um pouco por todo o lado, desde Guimarães a Paris. Portugal é Lisboa e o resto é subsídio de viagem... (C.M.11.3.18). Umas brincalhotices, sim, mas nada éticas!...

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