Correio do Minho

Braga, segunda-feira

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Doidos à solta

Jornais

Doidos à solta

Ideias

2019-09-20 às 06h00

Borges de Pinho Borges de Pinho

Estamos a viver dias terríveis com o aumento do número de figuras e personalidades que se vêm afirmando pelas suas doidices e palavras loucas, a que acrescentam toda uma irresponsabilidade. Ideias e palavras que se «vomitam» com todo um à vontade e louco convencimento, ofendendo quem os rodeia e ouve, ignorando e maltratando inteligências, massacrando sensibilidades e desrespeitando sentimentos, e ainda assumindo atitudes e comportamentos ridículos e questionáves. Claro que é impossível ignorar e deixar de registar muitos dos sinais, indicadores, palavras e posições que nos últimos tempos nos têm invadido e «intoxicado», num acentuar e exacervar de maluqueiras, tonterias e alarvidades, mas que, apesar de tudo, deixam as suas marcas. E não só as que emanam das usuais arrogâncias de um PS ufano, vaidoso e convencido, de um PSD com pretensões a inteligente e interventivo (?!), de um CDS apertado e a pretender «falar alto», para já não já não se falar de um PCP ordeiro, metódico e organizado, de um Bloco magoado, barulhento e activo e de um PAN cada vez mais preocupado em fazer parte dum novo governo e em fazer vingar um SNS para os animais, mas sobretudo das que nos chegam da Europa e do Mundo e nos são transmitidas pelos media.
Admite-se que as condições climatéricas, os incêndios cá e na Amazónia, as questões dos lenços protectores para os fogos, as contínuas falências e quebras nos serviços públicos, as greves nos combustíveis, os serviços mínimos, as requisições civis, os descontrolos sindicais face às UGT, CGTP, Arménio, Avoila e partidos, tudo conjugado com temperaturas impensáveis, tenha dado azo a todo um condicionar de actos e palavras que não seriam imagináveis num período de férias e por parte de um governo dito de esquerda, gerigoncino de nascença etc., etc.., mas a realidade que vivemos é perigosa, pese embora o editorial do “Financial Times” sobre Portugal. É incontornável que não temos directamente que enfrentar as «bojardas» e as «loucuras» do «loiraças» dos EUA, ainda que arriscando-nos a suportar as suas consequências, nem as «parvoíces» e as «javardices» do «atoleimado loirinho» do “Brexit”, que não nos deixarão de afectar de todo em todo, sendo incontestável que até as «burrices» e as «cretinices» do «moreno» e «inteligente (?)» Bolsonaro acabam por nos perturbar e tirar o sono. Segundo o povo, dada a proximidade dos festejos a S. Bartolomeu, parece mesmo que o «o diabo anda à solta» com os «loiros» já que para além dos nossos próprios problemas (e forretice do Centeno) ainda temos de nos preocupar com a recessão na Europa, a falta de governo em Espanha, os problemas da Itália, o Brexit, as más relações do Trump com o Irão e a China, as suas «birras» com a Coreia do Norte, o Putin, os coletes amarelos de mr. Macron, etc., etc.. Problemas pessoais e internos que teimam em persistir, já que o Costa «se meteu» com a Catarina do Bloco, de certo modo desprezando-a agora (ele que no passado tanto a «aproveitara»!...) e «gabando e louvando» antes o PC, que vem tendo uma «paciência revolucionária» para o aturar, sendo certo que o PS tem também uma série alongada de «meias-naus» (são só “proa” em actos e em pose, e inúteis! ), que nada trazem de útil e de bom ao governo e ao partido. Aliás com a crise dos motoristas, foi flagrante o «teatro» de guerra montado e toda uma panóplia de manobras “arregimentadas” num gabinete de crise, em que só faltaram uma e outra metralhadora a acompanhar a voz tonitroante e o ar façanhudo do ministro do Ambiente, sendo de registar que o governo andou com a Antram ao colo, e deu resposta aos pedidos do Antas de Almeida, face ao «criminoso» Pardal Henriques. Uma atitude seguida por todos os media, sendo chocante a falta de isenção e de imparcialidade que deixavam passar.
Aliás, quanto aos motoristas de matérias perigosas o governo já averiguou do que então foi dito quanto às horas de trabalho, aos pagamentos que se faziam, aos descontos não realizados? Se tiverem dificuldades é perguntar ao Marcelo que naquela viagem que ele fez num desses veículos deve ter sabido de qualquer coisa. A não se que estejamos como no caso de Tancos e nos demais casos que têm «machucado» o governo do PS, que aliás vai a eleições e desta vez não leva o César a votos (Haja deus!... Até parece que o dito já tem toda a família no poder!...). Claro que é sempre perigoso falar mal do PS, porque há elementos do partido que não são nada meigos em tal situações. O S.Silva disse um dia que «gosta de malhar na direita», o Galamba tem ar de «arruaceiro», o Cabrita tem um contencioso com os microfones e jornalistas (lembram-se dos lenços para os fumos? E da luta que travou com um elemento do PSD numa comissão de inquérito por causa de um micro?!), e de um outro socialista das ilhas, hoje um pouco desaparecido, que ficou célebre por ter roubado um gravador ao jornalista que o entrevistara e apanhado com um processo, isto sem esquecer o Coelho que disse «quem se mete com o PS leva». Enfim! E há ainda o MP que pode pôr uma acção a arguir a nulidade e inexistência de quem estiver contra o PS!... Aliás, para se ser governante e estar no poder basta tão só ter o cartão de socialista e saber dizer «amen» ao Chefe (assim se explica o facto de um ex-padeiro, até há pouco adjunto de um Secretário de Estado, no caso dos lenços ter tratado do seu fornecimento pelos colegas e amigos inscritos no partido). É natural, e todos os partidos fazem o mesmo, com mais ou menos farinha, e desde que haja parentes, amigos e compadres a beneficiar. Aliás, como o demonstra o comentador da SIC que conhecemos do tempo em que, recém-formado e «novito», se passeava pela Câmara de Fafe, já que para se chegar ao poder e ser alguém na política só é preciso ter amigos, conhecidos e saber «esgaravatar», pois tudo o mais não passa de uma «pedreira». Na verdade ficamo-nos com as palavras do «douto» «meia-nau» do Ambiente, e sua natural exclamação!... «Em que é que a exploração do lítio é diferente de feldspato? Em nada. Trata-se de uma pedreira» (CM.27.8.19)?

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