Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Dizer NÃO à Obesidade!

Mundo rural e os BIORESÍDUOS, o caminho da sustentabilidade

Voz à Saúde

2018-05-19 às 06h00

Marta Alves

Obesidade. Provavelmente, estamos a falar de uma das doenças simultaneamente mais prevalentes e mais negligenciadas.
Serve o Dia Nacional da Luta Contra a Obesidade para chamar a atenção para este problema grave de saúde pública, em crescimento exponencial a nível mundial. Em Portugal, estima-se que cerca de um quarto da população já seja obesa e que cerca de um terço da população apresente pré-obesidade. Segundo um estudo recente na nossa população, a dimensão deste problema parece maior entre mulheres, idosos e em indivíduos com menos escolaridade.

Obesidade define-se por um índice de massa corporal (IMC) superior a 30Kg/m2. Um peso normal corresponde a um valor entre 18 e 25Kg/m2. A pessoa com IMC entre 25 e 30 apresenta excesso de peso (pré-obesidade). Pode calcular de forma simples o seu IMC, dividindo o seu peso(Kg) pela sua altura (m) e, dividindo este resultado, novamente pela sua altura (m). A que categoria pertence?
A Obesidade é uma doença que resulta, na esmagadora maioria dos casos, da combinação de hábitos de vida não saudáveis, tais como a excessiva ingestão de alimentos (relativamente às necessidades individuais) e o consumo de alimentos mais calóricos (habitual- mente nutricionalmente empobrecidos) e da inexistência de uma prática regular de atividade física. Assim se obtém um organismo com peso excessivo, um organismo inflamado, e por isso doente, que se torna altamente predisposto para o desenvolvimento de outras doenças.

A distribuição da gordura corporal é igualmente importante, pois é principalmente preocupante e mais prejudicial a deposição de gordura na região abdominal. E por isso se medem barrigas! O perímetro da cintura, quando aumentado, associa-se a um risco aumentado de doenças como a Diabetes, a Hipertensão, o aumento dos níveis de Colesterol e Triglicerídeos, a Apneia do Sono, as Doenças Cardiovasculares (Enfarte, AVC), os problemas osteoarticulares e alguns tipos de Cancro, tais como o cancro da mama, da próstata, do intestino e da pele.
Perder peso, na maioria das pessoas motivadas, não é difícil mas este processo implica a consciencialização de que mudar hábitos é fulcral para mudar o corpo e será necessário manter esses bons hábitos, para que a perda de peso se mantenha a longo prazo. É fundamental fazer adaptações alimentares que devem ser discutidas com profissionais de saúde (médicos e nutricionistas) e, sempre que possível, associar estas alterações alimentares à prática rotineira de atividade física (mínimo de 150 minutos por semana, repartidos ao longo da mesma, evitando estar mais de dois dias sem atividade). Esta ajudará, aumentando o metabolismo basal (gasto energético em repouso), favorecendo o aumento da massa muscular e a perda de massa gorda. Além disso, ajuda a melhorar o humor e a dormir melhor.

Qualquer perda de peso valerá a pena e estudos mostram que perdas de peso entre 5 e 10% impactam positivamente vários aspetos da saúde!
Atualmente, dispomos de vários medicamentos com diferentes formas de atuação já aprovados para o tratamento da obesidade e que auxiliam neste processo de perda ponderal. Em alguns casos, também pode ser ponderada a realização de cirurgia bariátrica (banda gástrica, sleeve gástrico, bypass gástrico).
Para finalizar, frisar que a obesidade é já uma doença e estamos sempre a tempo de intervir! Deve preocupar e ser encarada com seriedade desde a infância, pois precipita o surgimento de outras doenças que roubam qualidade e quantidade (anos) de vida! E melhorar hábitos de vida está ao alcance de todos.
Portanto, ambição! Sejam mais saudáveis, sejam mais felizes!?

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