Correio do Minho

Braga, terça-feira

Deslumbramentos do olhar

“Novo tabaco” mata 600 mil crianças por ano

Voz às Escolas

2018-02-19 às 06h00

Hortense Lopes dos Santos

O primeiro encontro entre a civilização chinesa e portuguesa decorreu há cerca de 500 anos (Jorge Álvares, sobrinho de Afonso de Albuquerque chega à China em 1513) e, desde então, o as relações comerciais entre os dois povos têm-se mantido florescentes a par da partilha cultural e histórica. Hoje, a China é uma grande potência económica, razão que tem impulsionado, internacionalmente, uma crescente procura pelo ensino do Mandarim, a língua mais falada em todo o mundo. Nesta perspetiva o Agrupamento de Escolas Carlos Amarante (AECA), no âmbito dos princípios, valores, e metas consagrados no seu projeto educativo Percursos com futuro (2015-2018) e de acordo com as estratégias segundo as quais o agrupamento se propõe cumprir a sua função educativa, foi uma das escolas pioneiras em Braga, através de um protocolo com o Instituto Confúcio da Universidade do Minho, que iniciou o ensino extracurricular do Mandarim.

Mas, desde o ano letivo de 2015/16, o AECA já tem oferta curricular de Mandarim, como língua estrangeira III, atingindo os alunos no final do 11.º ano da Formação Geral o nível A1.2 do Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas, que equivale aproximadamente ao nível 2 do HSK (HanyuShuipingKaoshi). A frequência desta disciplina é uma mais valia curricular e estamos certos que terá repercussões nos projetos de vida pessoais e profissionais dos nossos alunos. A título de exemplo, uma das alunas que concluiu a disciplina, e que já ingressou no mercado de trabalho, foi contactada por uma multinacional para trabalhar em Xangai, no final deste ano letivo.

O lançamento da disciplina de Mandarim tem alicerçado os contactos entre o AECA e o Instituto Confúcio da Universidade do Minho e proporcionado momentos de fruição cultural como o da celebração do ano novo chinês 2018, ano do cão. Este ano, a cerimónia do chá foi acompanhada com a degustação de tang yuan, pequenos bolos de arroz glutinoso que tradicionalmente se comem no ano novo, e que encantaram pelo seu cunho exótico. As alunas da disciplina de Mandarim cantaram canções tradicionais chinesas e distribuíram os envelopes vermelhos. Os workshops de pintura tradicional, de recortes de papel de nós chinês atraíram muitas pessoas, mas o que realmente deslumbrou, pela sua graciosidade, foi uma dança tradicional chinesa executada por LiliyaBalinska, aluna do curso de mestrado em Estudos Interculturais Português/Chinês, da Universidade do Minho.

Ainda no âmbito da colaboração com o Instituto Confúcio está patente, até ao dia 22 de fevereiro, na biblioteca da Escola Secundária Carlos Amarante, a exposição Fernão Mendes Pinto, deslumbramentos do olhar, do Instituto Camões, com ilustrações de João Fazenda, concebida por Ana Paula Laborinho, Professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e responsável pelo guião, textos introdutórios e seleção de passagens inseridas da Peregrinação. Esta exposição, destinada ao grande público, tem grande interesse pedagógico para os alunos do 10.º ano que estudam a obra Peregrinação.
São todos bem-vindos a visitá-la e, já gora, bom ano chinês.

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