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Da escola da periferia à escola do futuro…

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Da escola da periferia à escola do futuro…

Voz às Escolas

2019-05-22 às 06h00

Flora Monteiro Flora Monteiro

Há poucos anos, muito se discorria sobre as escolas rurais e as escolas urbanas, sendo que em alguns concelhos deste país ainda existem essas diferenças gritantes, sobretudo ao nível das possibilidades e das oportunidades dos alunos e suas famílias. As ajudas, o acompanhamento, a cultura, as mundividências… para uns “tão à mão”, para outros, notícias de TV.
Hoje, muitas destas desigualdades foram diminuídas e sanadas graças ao esforço das comunidades educativas, concretamente dos PROFESSORES e à evolução e experimentação proporcionada pelos meios de comunicação, pela internet e pela melhoria de algumas condições de vida. Mas tanto caminho há a percorrer! Em primeiro lugar e por parte de todas as comunidades (mais periféricas ou mais citadinas) o respeito pelos PROFESSORES, que tanto fazem diariamente: ensinam, educam, aprendem, formam, ouvem, escutam, incentivam, motivam, resolvem problemas, dão… e dão tanto para lá das suas horas e das suas obrigações! E dão, aos alunos, às famílias, à escola, à comunidade!!

Atualmente, em escolas como as nossas, o que vemos é ainda algumas diferenças “vergonhosas” ao nível das condições de trabalho, da degradação física dos edifícios, da falta de verbas para obras, da falta de espaços condignos para trabalhar, estudar, aprender, descansar, ser! É muitas vezes frustrante sentir o desânimo de alunos, docentes e assistentes ao entrar numa escola nova ou renovada e numa escola onde as remodelações são feitas às migalhas e com imensas cartas e fotografias enviadas, para ilustrar realidades que já não deveriam pertencer a um espaço de aprendizagem do século XXI. É graças a muita persistência e esforço que se vão conseguindo pequenas conquistas!

O orçamento? Esse é praticamente de fórmula pronto-a-vestir, tamanho único para todas, precisem elas de pequenas/grande reparações diárias ou precisem somente de continuar a “comprar” os melhores e mais adequados materiais para uma aprendizagem de qualidade, exigida pelo quotidiano e pelo futuro que se adivinha.
Princípio da igualdade para todos? Escolaridade obrigatória até aos 18 anos? SIM. Falta a equidade de saber distribuir os recursos materiais para que se construa o futuro com mais dignidade!
Ainda há um longo caminho a percorrer no nosso país, para que estes princípios possam ser postos em prática. Mas nesta peregrinação têm de participar os representantes do poder central, as autarquias, as forças do poder local, levando pela mão as crianças, os alunos, os futuros cidadãos.

Como fazemos por aqui? Com todas as missões e tarefas que descrevi que os professores fazem neste agrupamento, tal como os assistentes, fazendo desviar o olhar do edifício para as pessoas, as oportunidades, as atividades riquíssimas de um Plano bem estruturado, num Projecto Educativo que pretende o melhor.
É como temos feito! É assim que temos aprendido a caminhar!
Procurar nas pessoas o melhor de cada um, oferecendo as oportunidades em níveis de aprendizagem que ultrapassem as paredes e os edifícios! Mostrando as potencialidades do futuro e do mundo global que está à espera deles (as nossas crianças e jovens - os nossos alunos).

Lutando e mostrando como somos bons, como fazemos conquistas diárias, como alcançamos prémios e sucessos (locais, nacionais e internacionais), como preparamos os alunos para um futuro que é desconhecido, para o desenvolvimento de competências que serão fundamentais aos futuros cidadãos de Amares, que serão agentes num planeta globalizado.
A principal proposta pedagógica é esta. Ajudar a desenvolver as literacias atuais que são de diversa ordem e muito mais complexas!
A escola empenhada (como o AEAmares) educa os alunos e forma os futuros cidadãos, procurando a autêntica formação de pessoas autónomas que aprendam a resolver os problemas de forma inteligente, a estruturar e unificar a sua personalidade, a ordenar o passado, organizando o presente e projetando o futuro, diariamente e em registos especiais como fizemos recentemente com a Mostra Pedagógica, para os jovens que estão em fase de tomada de grandes decisões.

E que esse futuro seja pleno de sucessos, como tantos ex-alunos nos visitam para mostrar esse testemunho. E foi a projeção deste futuro que uniu tanto profissionais do agrupamento numa actividade plena de trabalho, esforço, empenho, orgulho e brio no que temos! 35 horas de trabalho nesta semana?! E nas restantes?!…. Só quem não sabe o que é Escola!
A minha gratidão a todos os que não baixam os braços e continuam a lutar por um Agrupamento cada vez melhor!

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