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Ideias

2016-04-01 às 06h00

Borges de Pinho Borges de Pinho

Serão nomes que pelo seu significado natural evocam e simbolizam guerra já que não nos conseguimos abstrair do uso das lanças e capacetes como “armas” muito utilizadas nas lides guerreiras e disputas pelo poder na Antiguidade e nas querelas medievais.

Actualmente, diga-se, tais armas foram “derrotadas” pelas metralhadoras, balas, granadas, bombas, ogivas nucleares e mais instrumentos bélicos de elevado potencial nos seus efeitos destruidores e resultados, sendo que a lança, salvo a de certos carros, se transmudou num objecto de desporto, e o capacete, porque mais de defesa do que ataque, se vulgarizou nas suas utilidade e valência, sublimando-se a segurança que encerra, e passou a integrar equipamentos de protecção e de prudência e ser peça indispensável em profissões de risco e perigo.

Sendo de destacar e de referir “os capacetes azuis” como uma força da ONU num quadro de paz e defesa de direitos violados, e tendo-se em conta as múltiplas fotografias e imagens de governantes e outros colunáveis de capacete enfiado aquando de visitas a fábricas e a certas instalações, temos de concluir que tal peça perdeu em belicidade mas ganhou em segurança, e até obteve lugar no desporto.

Mas se evocamos hoje tal nomenclatura, aliás rara, insólita, invulgar e até bizarra quando conectada a uma pessoa como seu ortónimo, é porque não nos conseguimos abstrair da “belicidade” que as palavras em si encerram, mormente quando entram ou tomaram parte nos horizontes da “guerra socrática” que vem fluindo do processo Marquês do DCIAP, com suas nuances e sequelas noutras áreas.

Aliás, há tempos surgiu uma Lança, uma juíza, a avalizar e a decretar a pedido uma “mordaça” a certos meios da comunicação social que vinham noticiando o que se ia passando em tal processo, que se alongou e arrastou até a Relação anular tal decisão, com a curiosidade de um outro juiz, o Capacete, da mesma área de jurisdição e noutro processo em que se questionava o direito ao bom nome e honra e eventuais ofensas por notícias dos media, lhe ter negado razão, legitimando e garantindo a liberdade de imprensa e o direito que assiste à comunidade de sindicar a acção de figuras públicas no seu exercício e vidas, mormente se suspeitosas. Enfim nomes curiosos e bizarros em todo o ainda problemático caso Marquês, tanto mais curioso, irreal e bizarro por estar bem vivo na memória o deambular de Sócrates com capacete aquando da sua acção como primeiro ministro, arrogante, convencido e sorridente com sob tal capacete de aparato e protecção.

De um Caramelo, também juiz, de parceria com um outro magistrado “comentador”, ter dado azo à única decisão da Relação que lhe foi “favorável” pondo fim à manutenção do segredo processual e propiciando o conhecimento e o desvendar dos elementos de prova havidos no caso do Marquês. Uma decisão insólita relatada por Rangel, um juíz dele conhecido e também dos portugueses, que publicamente e como comentador já se havia pronunciado sobre a investigação em curso e posição do arguido, demonstrando e revelando inquinadas independência, isenção e falta de senso, até nos descabelados palavreado e críticas em que se alongou no acórdão. Escrevemos que a protecção do capacete se esvaiu porquanto a partir daí se foram sabendo coisas e referido nomes e a um ponto tal que houve até a necessidade de se avançar com uma “mordaça” cuja queda, há dias verificada, determinou então, e consequentemente, todo um recente alavancar do caso, num desbobinar de cenas, quadros e nomes como se de um filme se tratasse.

E se não entramos em “guerras” onomásticas e de ortónimos, que aliás se apresentam e se fazem notar por uma singular bizarria, invulgaridade, alcance semântico e significado, o certo é que não podemos deixar de exarar e de sublinhar que Caramelo nem sempre será um rebuçado mas nome de alguém que tomou parte nesta novela da “guerra” socrática, onde, note-se, vêm surgindo outros nomes estranhamente curiosos, singulares e bizarros que, afirmando-se pelas suas raridade, invulgaridade e bizarria, também devem ser evocados.

Como a Fava, que nem sempre será um produto hortícola, a Câncio que nada terá que ver com qualquer ideia de esforço, cansaço e suor, sendo certo que Perna não indicará tão só um membro inferior do corpo humano e de locomoção, indispensável para um motorista em suas andanças, viagens e movimentos, e que Lena, grupo, não se configurando apenas como eventual diminuitivo de Helena, envolverá, como se diz, “negócios” esconsos, “barrigas de aluguer” e ... “barrigas de pão alheio” e de outras coisas mais, importando por último falar-se do amigo Silva, o tal dos milhões, o arquimilionário benemérito, o desprendido e desmemoriado “Senhor Silva”, o ricaço “mãos largas”, por muitos falado e com muitos relacionado e não só em Portugal, e personagem muito conhecida. O que de imediato nos faz evocar a anedota antiga em que alguém, na Praça de S. Pedro no Vaticano apenas queria saber quem era o tipo de batina branca que estava na varanda muito perto do “Senhor Silva”.

Claro!... O senhor Silva, sempre falado e muito conhecido, aquele portuguesinho esperto, aldrabão, vivaço, parlapatão, borlista e “fura-vidas” como muitos outros que hoje “pululam” no Marquês e na vida, seja o falado Vara, o dos robalos, que não é uma mera vergasta nem galho de vide, e mais alguns com ele conectados como o Betaglia, o seu “patrão” Lalanda de Castro da Octapharma, o Barroca, etc.. Amigos e apaniguados que, “apresentando-se” sempre como personagens e figurantes “inocentes” na dita “novela” socrática, nem serão assim tão poucos já que naturalmente tal grupo abarca os que compraram o livro, se manifestaram contra a detenção, o visitaram em Évora ou participaram nas suas deambulações e conferências como os Campos, o P.Silva, o Capoulas, hoje ministro, o Rui Pedro Soares, seu “boy” na PT e eventual comparsa em negócios de transmissões de futebol, etc., para já não se evocar o nome de Lula, o ex-presidente,


Que veio do Brasil com viagem paga para a apresentação de um livro polémico, “consumido” e quase “esgotado” a pedido e “compras” a jeito, e hoje com a sua figura extremamente suja e conspurcada graças ao processo Lava Jacto que pende no seu Brasil, e às suspeitas e irregularidades nebulosas que o envolvem, impondo-se exarar que impressiona, convence e entusiasma tudo o mais que ultimamente tem vindo a ser escrevinhado e deslindado no C.M.

Um caso, um enredo, o processo Marquês que, tanto quanto se sabe e adivinha, ainda está para durar, porquanto surgirão sempre Camões, P.Cs e outros que tais sempre ágeis, interessados e hábeis em o tornar nebuloso e em o enrodilhar, criando e potenciando entraves que obstem ao desfazer de uma tão inteligente e bem urdida teia. Com alongamentos no tempo que levem ao esquecimento e ao esvair-se na e por prescrição o facto de um ex-primeiro ministro, controverso e suspeitoso, ter tido no passado uma actuação com contornos de grave ilicitude criminal.

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