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CDS para o futuro

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Ideias Políticas

2018-03-13 às 06h00

Francisco Mota

A reunião magna do CDS decorreu este fim de semana em Lamego. Como em todos os congressos partidários estes são momentos de relançamento político e de afinação de estratégias para os embates futuros. Naturalmente o CDS não foge à regra e Assunção Cristas foi reeleita líder do partido com toda a normalidade e mérito que lhe é reconhecido.  
O Partido confirmou aquilo que já era expectável na rua: Assunção Cristas tem todas as condições para superar os desafios eleitorais futuros e que os portugueses a reconhecem como o rosto da oposição às esquerdas unidas, podendo com isso assumir-se como alternativa governativa de direita em Portugal.

No panorama político, estou certo da fasquia elevada com que é prespectivado o novo quadro geopolítico, mas ainda assim somos livres de acreditar e de sonhar com um partido vencedor. Aliás tudo o que um sonho precisa para ser realizado é de alguém que acredite que ele possa ser realizado, sendo o trabalho e a dedicação os principais ingredientes para o concretizar. É nesta certeza do caminho a trilhar que podemos abrir o horizonte de 2019 com entusiasmo face às eleições europeias e legislativas.
Ainda assim é necessário estarmos conscientes de como abraçar o futuro, com o pragmatismo exigido nos dias de hoje, mas sem nunca desvincular a matriz originária.  Devemos valorizar as ideias e as pessoas, abrir o partido, mas sem nunca perder a orientação, estando certos de onde vimos e para onde queremos ir. O CDS para se apresentar como alternativa de centro direita terá de verter essa vontade em votos, sem cair na tentação de perverter ideias para alcançar o poder.

O foco terá que estar em políticas comprometidas com o País, os Portugueses, mas sobretudo com as novas gerações. A Juventude terá um papel preponderante na afirmação do partido e para isso é necessário apresentar políticos de visão e não de reacção. Aqui se cimentam os dois grandes desafios da líder centrista. Por um lado, a capacidade de ouvir, preparar e dialogar com o partido, as suas estruturas e os seus dirigentes, sem colocar em causa a representatividade territorial, a valorização local das suas gentes e o não abandonando a organização interna do CDS ou entregando-a a secundários do aparelho. Por outro lado, será a habilidade de gerir sem medo, a vontade, a qualidade e o mérito de uma Juventude Popular que é a única jota partidária sem representatividade parlamentar. Com a recente distinção da Forbes ao líder nacional da JP, fica nula a margem de Assunção Cristas para não levar Francisco Rodrigues dos Santos para o parlamento. Maior problema terá, com a ambição e afirmação de mais jovens em nome do CDS renovado que se têm confirmado por todo o território nacional. As novas gerações do partido crescem a uma velocidade que poderá contrariar a própria vontade parlamentar.
Mas esperemos pelo futuro na certeza que a vida vista pelos jovens é um futuro infinitamente longo; vista pelos velhos, um passado muito breve.    

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