Correio do Minho

Braga, quinta-feira

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Associação de Estudantes e Cidadania

Eu, Fausto.

Voz às Escolas

2010-12-08 às 06h00

Zita Esteves Zita Esteves

Anualmente os nossos alunos vivenciam um dos processos que na escola, ao seu nível, implicam os objectivos essenciais previstos no Fórum Educação para a Cidadania que estabelece os ‘Objectivos Estratégicos e Recomendações para um Plano de Acção de Educação e de Forma-ção para a Cidadania’. Está patente no documento que é importante educar e formar para a cidadania, na certeza de que a cidadania se aprende.

Concordamos em pleno. Sabemos também que aprendemos melhor fazendo. É nosso compromisso que os projectos que são desenvolvidos no agrupamento contribuam efectivamente para o seu desenvolvimento pessoal e social com base em experiências diversificadas de vida democrática. Por isso, o processo eleitoral da Associação de Estudantes é um dos momentos importantes para os nossos alunos aprenderem que a Cidadania é muito mais do que um rol de direitos e deveres que os cidadãos devem exercer e cumprir.

Pretendemos que esta vivência anual, para alguns contínua, lhes proporcione uma progressiva tomada de consciência da sua responsabilidade enquanto membros da sociedade, fomentando a participação, a co-responsabilidade e o compromisso na construção de um mundo mais justo, mais livre e mais solidário através de uma prática que os implica como membros activos e interessados. É um processo acompanhado e monitorizado no sentido de evitar os atropelos que mostram alguns maus exemplos da sociedade.

É também um processo que requer informação variada e também, claro, a apresentação de um Projecto de Acção elaborado pelas diferentes listas assumindo o compromisso de o concretizar. Porém, a campanha eleitoral é sem dúvida a prova dos noves na aprendizagem que se pretende.

A actuação dos elementos das listas nos tempos livres e durante os quais se revelam as relações entre os indivíduos e entre eles e os grupos é um indicador precioso sobre a forma como aprendem a estar, a agir, a interagir com os seus pares, com os adultos, como integram e encaram a diversidade, sentimentos, emoções, sensações, da realidade humana essência estruturante das relações pessoais e interpessoais e que têm um papel determinante a multiplicidade de culturas, de identidades e de estilos de vida que atravessam a comunidade educativa.

O exercício da Cidadania compreende uma aprendizagem da qual resultam comportamentos, atitudes e o saber-ser, saber-estar, saber-fazer e saber conviver que confere a cada individuo as competências necessárias para encarar de forma interventiva e responsável os problemas do grupo, da escola, de casa, da freguesia, da cidade, da sociedade em que se insere com a mesma prioridade com que aborda as suas questões individuais, observando os direitos dos outros e em especial o respeito pela diversidade e pelas diferenças que compõem as nossas vizinhanças nos agregados da sociedade actual.

É também nosso compromisso oferecer a todas as alunas e a todos os alunos uma base comum de conhecimentos, atitudes e competências através de uma adequada educação para os direitos e as responsabilidades numa perspectiva de Educação para e na Cidadania Global.

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