Correio do Minho

Braga, sexta-feira

Afinal o que é o Zika?

Amarelos há muitos...

Voz à Saúde

2016-03-15 às 06h00

Sofia Melo

A história da humanidade é pautada por vários ciclos de epidemias e pandemias. Atualmente, um bom exemplo é o vírus Zika, que está a gerar uma preocupação global.
A principal forma de transmissão desta doença é através da picada de mosquitos do género Aedes infetados. Embora haja outras vias de transmissão - perinatal, sexual e por transfusão de sangue e derivados -, estas são menos frequentes.

De salientar que a grande maioria das pessoas infetadas não apresenta qualquer sintoma e, quando os há, são geralmente ligeiros: exantema (manchas na pele), febre, dores nas articulações, musculares ou de cabeça. Com menor frequência, podem ainda ocorrer dores nos olhos e sintomas gastrointestinais. Há, ainda, suspeitas que a doença possa provocar alterações fetais durante a gravidez, em particular microcefalia. O diagnóstico é laboratorial, realizado após colheita de sangue ou urina, caso a pessoa apresente sintomas e história recente de estadia em região ou país afetado pela doença. A doença do vírus Zika não requer um tratamento específico e, atualmente, não existe nenhuma vacina disponível.

Perante isto, a prevenção é essencial! Por isso, se vai viajar para um dos países afetados, deve procurar aconselhamento em Consulta do Viajante e seguir as recomendações das autoridades locais. As grávidas não devem deslocar-se, neste momento, para zonas afetadas e as pessoas imunocomprometidas ou com doenças crónicas graves devem obter aconselhamento junto do seu médico de família.

Para se proteger contra a picada de mosquitos deve usar vestuário que diminua a exposição corporal, optar por alojamento com ar condicionado, utilizar redes mosquiteiras, ter especial atenção aos períodos do meio da manhã e desde o entardecer ao pôr-do-sol, pois é nessas alturas que os mosquitos picam mais frequentemente; por isso, deve aplicar repelentes de insetos. Os cidadãos que se deslocam para áreas afetadas devem adotar medidas de proteção sexual, nomeadamente o uso do preservativo.

Os viajantes provenientes de uma área afetada que apresentem, até 28 dias após a data de regresso, sintomatologia sugestiva de infeção por vírus Zika, devem contactar a Saúde 24 ou o seu médico de família, referindo essa viagem. As grávidas, mesmo sem sintomas, devem mencionar a sua viagem durante as consultas de vigilância pré-natal, para serem avaliadas e monitorizadas adequadamente.

As mulheres não devem engravidar até 28 dias após o seu regresso de uma área afetada, bem como durante 6 meses após a recuperação de uma infeção por vírus Zika (com confirmação laboratorial).
Caso necessite de ajuda procure o seu médico e aconselhe-se com ele. Cuide de Si! Cuide da Sua Saúde!

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