Correio do Minho

Braga, segunda-feira

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Abandono escolar

Como descomplicar uma devolução

Voz às Escolas

2011-01-12 às 06h00

Eduardo Miguel Soares Eduardo Miguel Soares

Antes de mais, queria felicitar todos os leitores e desejar-lhes um óptimo ano cheio de sucesso e saúde, junto dos seus entes queridos.
Primeiramente, tenho que manifestar toda a minha satisfação sobre o trabalho realizado na reformulação das instalações escolares no Município de Braga, que, apesar do tempo de concretização dos projectos ter sido longo, foi realizado, no meu ponto de vista, um excelente trabalho na qualidade das instalações, bem como na preparação e incorporação das novas tecnologias, providenciando assim estabelecimentos de ensino pre-parados para o futuro, dotados para suportar as necessidades do Município e da comunidade em geral.

Comecemos agora o Novo Ano, digerindo um tema que apesar de se manter oculto, continua a ter, de facto, uma importância alarmante na sociedade actual e, por excelência, em Portugal.
Como tema refiro-me ao abandono escolar.

Apesar de todos os projectos que o Governo português implantou em parceria com a União Europeia para o melhoramento dos índices educativos, falo do QREN, do POPH, das Novas Oportunidades e de outras parcerias, em Portugal os números do abandono escolar mantêm-se preocupantes, tendo a noção que o nosso país situa-se como o segundo pior no relatório de referência da UE com uma percentagem 36,3%, afastando-se assim da média Europeia que ronda os 15%.

Posto isto, a minha pergunta é a seguinte: será que a redução dos números do abandono escolar também passa por nós, Associação de Estudantes?
No meu prisma, é óbvio que sim.

Para mim, hoje em dia e mais que nunca o papel da Associação de Estudantes passa também por acompanhar as actividades dos mesmos estudantes e identificar as dificuldades encontradas ao longo de todo o seu percurso escolar. Falando agora especificamente do Ensino Secundário, existem algumas medidas que as AE podem realizar para que consigam, de certa forma ‘prender’ mais alunos às escolas e concretizar o mais ambicioso objectivo que consiste em conseguir com que mais alunos concluam o Secundário e, se possível, com mérito.

Como possíveis medidas, refiro-me à realização de um maior número de actividades integradas no contexto escolar (debates, fóruns, participações em plenários, etc.), a maior implementação de actividades lúdicas no seio escolar sendo estas actividades extracurriculares e um maior apoio e informação ao estatuto que tem vindo a aumentar drasticamente, muito devido à crise económica que assola o país, que é o estatuto de estudante-trabalhador.

Para além destas existem bastantes mais medidas que nós, como parte integrante da ‘Máquina Escolar’ podemos promover e desenvolver ao longo do ano lectivo, tudo isto para apelar à formação no secundário e a continuidade dos estudos. No meu ver é por estas pequenas mudanças que passa a dinamização do sistema de ensino em Portugal, não por simples greves. Nós, como alunos, podemos melhorar o o ensino, agora.

Tudo isto para que continuemos a conseguir tudo o que já foi conseguido até ao momento.
Se é difícil?
Apenas posso dizer que o mais difícil já foi feito.

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