Correio do Minho

Braga, sábado

A condução rodoviária em Braga

Investir em obrigações: o que devo saber?

Correio

2015-02-11 às 06h00

Leitor

J. Vitorino Reis

Após mais de 50 anos de uma vida muito cheia e diversificada, regressei a Braga, cidade onde fiz o liceu e que sempre me encantou.
Já reformado, desloco-me no meu dia-a-dia a pé e de automóvel pela cidade para realizar os meus afazeres.
Nessas bolandas, surpreende-me a forma agressiva que se conduz em Braga. Os condutores, em geral, ignoram as regras mínimas do respeito, precaução e civismo a que estão obrigados quando conduzem uma viatura automóvel.

Vejamos o que se passa nas ruas da cidade:
- Quase ausência de utilização da sinalização de mudança de direcção (vulgo pisca-pisca);
- Desconhecimento das regras de entrada e saída em rotundas;
- Excesso exagerado de velocidade na via de cintura onde a velocidade está limitada a 70km/h ou 50 km/h. É frequente a condução a velocidades superiores a 100/120 km/h;
- Condução extremamente ofensiva. Até parece que a esmagadora maioria dos condutores transportam feridos ou doentes para o hospital;
Acresce que o município não cuida, minimamente, da segurança rodoviária a que está obrigado.

Vejamos alguns exemplos:
- Ausência de iluminação pública nas passadeiras impedindo a visão dos peões pelos automobilistas, nomeadamente, ao final da tarde. Há passadeiras onde não há qualquer tipo de iluminação. Admira-me como é que não há mais acidentes nas passadeiras;
- Localização de passadeiras para peões em locais indevidos e sem qualquer critério de segurança rodoviária. Veja-se o caso das passadeiras à saída de rotundas.
- Ausência de medidas de acalmia de tráfego;
- Mau projecto e má construção das vias principais com entradas e saídas muito perigosas;
- Muito deficiente e mesmo ausência de sinalização horizontal em quase todas as vias urbanas;
- Ausência de policiamento de trânsito;
- Estacionamento em segunda fila em arruamentos principais impedindo a fluência do trânsito.
- Estacionamento em cima dos passeios em completo desrespeito para com os peões que aí circulam.

E muito mais haveria para dizer...
Braga ocupa um lugar pouco respeitável a nível da sinistralidade rodoviária nacional. Não admira que, com este comportamento, o número de acidentes seja elevado.
Será que é isto que queremos para a nossa cidade?
Será que é este tipo de educação rodoviária que queremos transmitir aos nossos filhos e netos?

É tempo de mudar. Lutemos para melhorar a nossa segurança rodoviária e, pelo exemplo, ensinemos as nossas crianças. Se o fizermos estarão criadas as condições para que Braga seja apontada, num futuro próximo como uma cidade exemplar neste nosso Portugal. Pela parte que me toca apenas quero relembrar a todos o valor de liberdade em que fomos criados:
- A minha liberdade acaba quando começa a liberdade do meu semelhante.

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