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40 anos do Serviço Nacional de Saúde (SNS)

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40 anos do Serviço Nacional de Saúde (SNS)

Ideias

2019-09-18 às 06h00

Catherine Pereira Catherine Pereira

O SNS comemora, este mês, 40 anos de existência.
Esta estrutura do Estado Português, nasceu a 15 de setembro de 1979, com publicação em Diário da República através do “Despacho Arnault”, tendo ficado assegurado, a partir desse dia, “ o direito à proteção da saúde”, garantido-se o acesso ao SNS “ a todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica e social.”
Falamos, assim, de um serviço “ universal, público e tendencialmente gratuito”, que nasce após implantação de um regime político que traz ao país a liberdade merecida e ao povo o poder de decidir: a democracia.
Ao longo destas quatro décadas, várias têm sido as medidas implementadas para a evolução deste sistema de saúde bastante complexo, de difícil “governação” e que engloba vários agentes, mas que surge, efetivamente, como um pilar basilar para um Estado que se pretende ser mais justo para a diminuição das desigualdades sociais existentes.

Sabemos, no entanto, que este sistema apesar de ser respeitado pela sua grandeza, possui ainda algumas fragilidades (como qualquer sistema que procura superar-se), como por exemplo, pela necessidade de uma maior autonomia, bem como uma maior aposta em políticas de investimento, desburocratizar alguns modelos organizativos, minorar as diferenças entre litoral e interior e criar outras formas de uma maior equidade entre classes profissionais.
Não obstante desta realidade, os passos que estão a ser dados para a evolução deste sistema, desde a criação de políticas de prevenção, inovação e tecnologia, criação de projetos de maior proximidade onde o utente e profissional são o centro do sistema e a contínua procura da melhoria do acesso aos cuidados de saúde são, efetivamente, factos importantíssimos para o futuro e sustentabilidade do SNS.

Não menos importante será, também, a aposta na comunicação. Em qualquer área da vida, a comunicação surge como ponte de ligação entre os diferentes intervenientes. Ao aperfeiçoarmos a comunicação estamos, inevitavelmente, a criar maior confiança com todos aqueles que fazem parte deste sistema de saúde. Comunicar gera valor e aproxima as diferentes estruturas existentes dentro do SNS.
A verdade, é que ao longo destes 40 anos, e independentemente dos decisores políticos e das suas ideologias, o SNS português tornou-se um dos melhores sistemas de saúde europeu, e até, mundial. Assim, e pela importância deste facto, é imperativo o reconhecimento de que a continuidade deste sistema depende de todos aqueles que o constroem e vivem-no diariamente. Falo, obviamente, de todos os profissionais que o integram e que são fundamentais no processo de humanização dos cuidados em saúde, olhando assim para o utente na sua dimensão física, psicológica e emocional, respeitando-o como um todo.

Acredito, desta forma, que nos encontramos no caminho certo para continuarmos a reinventar este Sistema de Saúde, fazendo com que este modelo seja cada vez mais estável, produtivo e “democrático”.
Como diria e bem o pai do Serviço Nacional de Saúde, António Arnault : “ o SNS é o meu melhor poema”. Um poema já com 40 anos... Que venham muitos mais.

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