Esse é o cidadão do futuro!

Voz às Escolas

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Maria da Graça Moura

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O documento elaborado pelo Grupo de Trabalho criado nos termos do Desp. 9311/2016, de 21 de julho, perfil dos alunos à saída da Escolaridade Obrigatória, merece a nossa atenção.
… Um perfil de base humanista significa a consideração de uma sociedade centrada na pessoa e na dignidade humana como valores fundamentais. Daí considerarmos as aprendizagens como centro do processo educativo, a inclusão como exigência, a contribuição para o desenvolvimento sustentável como desafio, já que temos de criar condições de adaptabilidade e de estabilidade, visando valorizar o saber….
Guilherme d’Oliveira Martins
O documento, constituído por 24 páginas, merece uma leitura atenta. Não será demais reproduzir:
Pretende-se que o jovem, à saída da escolaridade obrigatória, seja um cidadão:
Dotado de literacia cultural, científica e tecnológica que lhe permita analisar e questionar criticamente a realidade, avaliar e selecionar a informação, formular hipóteses e tomar decisões fundamentadas no seu dia-a-dia;
Livre, autónomo, responsável e consciente de si próprio e do mundo que o rodeia;
Capaz de lidar com a mudança e a incerteza num mundo em rápida transformação;
Que reconheça a importância e o desafio oferecidos conjuntamente pelas Artes, as Humanidades, a Ciência e Tecnologia para a sustentabilidade social, cultural, económica e ambiental de Portugal e do mundo;
Capaz de pensar critica e autonomamente, criativo, com competência de trabalho colaborativo e capacidade de comunicação;
Apto a continuar a sua aprendizagem ao longo da vida, como fator decisivo do seu desenvolvimento pessoal e da sua intervenção social;
Que conheça e respeite os princípios fundamentais da sociedade democrática e os direitos, garantias e liberdades em que esta assenta;
Que valorize o respeito pela dignidade humana, pelo exercício da cidadania plena, pela solidariedade para com os outros, pela diversidade cultural e pelo debate democrático; Que rejeite todas as formas de discriminação e de exclusão social.
É este um perfil altamente desejável. É este o aluno, a pessoa que enfrentará o mundo dos desafios. É esta a pessoa que defenderá a sobrevivência num planeta sofrido, a pedir auxílio. É a pessoa autêntica que se prepara na escola pública, daí a responsabilidade suprema dos educadores na formação do indivíduo criativamente construtor.
O mundo acelerou a sua mudança a uma escala exponencial. A facilidade de movimentação intelectual e física, as permanentes alterações sociais e climáticas, políticas e filosóficas não habitam na mudança que se quer para a escola, mas na mudança que chega à escola através dos seus alunos. A mudança é imperativa para que a escola não fique vazia de motivo. Não se pode dar apenas conteúdo curricular, é urgente desenvolver conteúdo curricular numa atitude de forte dinamismo e envolvimento do grupo, de ambientes de empatia e prática de descoberta, de entreajuda, de tutoria entre pares, de articulação entre os professores de um mesmo grupo de alunos. É urgente flexibilizar os momentos e os conteúdos, adaptando a escola ao aluno. É imperativa a criação de equipas multifacetadas, de psicólogos, assistentes sociais, animadores. Equipas que trabalhem o envolvimento do grupo de alunos e suas famílias, seus contextos.
É urgente a libertação dos docentes dos processos burocráticos, impeditivos da garantia de espaços de equilíbrio individuais, tão necessária para que sejam verdadeiros agentes da mudança!

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