A Prevenção dos riscos

Voz às Escolas

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Maria da Graça Moura

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A propósito das reflexões e críticas em torno das temáticas relacionadas com o surto de sarampo que o país tem vivido, e que vitimou recentemente uma adolescente, acredito que não é demais a insistência na abordagem do tema - educação para a prevenção de riscos. É melhor prevenir que remediar! Perante tantos fatores sociais, ambientais e familiares tão determinantes, o lema será, antecipar os problemas, identificar as ameaças e construir respostas que ajudem a minimizar os riscos com ações estratégicas e proativas.

A ideia de que o risco é uma possibilidade constante na vida e que a forma como o vivenciamos e interiorizamos dita ou não a adoção de determinados comportamentos, exige que a comunidade saiba como gerir e lidar de forma responsável com a multiplicidade de questões que envolvem as crianças e os adolescentes em ambiente escolar. Conhecer, reconhecer, avaliar e evitar riscos desnecessários implica o domínio da informação (saber), o domínio da formação (saber fazer) e o domínio cultural (valores e atitudes) que reforcem nos alunos a tomada de consciência e a decisão informada.

São muitas as temáticas que configuram um modelo de educação para a prevenção de riscos, tais como doenças sexualmente transmissíveis, doenças infetocontagiosas, síndrome da imunodeficiência adquirida, gestação na adolescência, cuidados com o corpo, saúde oral, prevenção de acidentes, entre muitas outras. Abordadas de forma transversal, tendo como base pedagógica o modelo participativo, são fundamentais para ajudar as crianças e os adolescentes, em contexto escolar, a minimizar os riscos e a tomar decisões responsáveis.

A preservação da segurança escolar está fortemente relacionada com a saúde e a educação. Temos plena consciência que a maior parte dos problemas de saúde e dos comportamentos de risco, associados ao ambiente e aos estilos de vida, podem ser prevenidos ou significativamente reduzidos através de um programa de saúde escolar efetivo que ajude a desenvolver competências na comunidade educativa, que lhes permita melhorar o seu nível de bem-estar físico, mental e social e contribua para a melhoria da qualidade de vida. O grande objetivo é estimular a aquisição de estilos de vida saudáveis, fomentar uma visão crítica e capacitar os alunos com conhecimentos que os tornem multiplicadores de informações no seio da família e da comunidade.

Melhorar a saúde escolar implica uma coresponsabilização social onde todos os profissionais de saúde e educação estejam com o olhar voltado para a procura da solução, compartilhando ações preventivas com outras ligadas à educação, cultura, desporto, lazer e segurança. A confiança, a solidariedade, a entreajuda, o trabalho em equipa, a cooperação, são frequentemente apontadas como as melhores formas de combater qualquer tipo de risco.

A construção de uma escola segura é uma tarefa complexa. Uma escola onde a preocupação constante seja promover dinâmicas e práticas educativas que visem, no espetro mais amplo da educação para a cidadania, a adoção de comportamentos de segurança, de prevenção e gestão adequada do risco, é, sem dúvida, um ideal que devemos perseguir.

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