A avaliação das escolas

Voz às Escolas

autor

Luís Monteiro

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A escola de hoje trabalha de forma a criar os melhores índices de qualidade para atingir a sua missão: obter os melhores resultados académicos dos seus alunos.
A Escola Secundária de Vila Verde, desde o 1º ciclo de avaliação externa, tem uma equipa que acompanha o trabalho dos docentes, dos alunos e dos órgãos da escola.
A equipa de docentes reúne semanalmente, e fazendo parte do Observatório de Autoavaliação de Escolas, conta com a colaboração muito próxima da UMinho ao longo destes últimos anos.
Esse trabalho é visível com a elaboração do relatório anual, com inquéritos à comunidade educativa, com o relatório de melhoria, sujeitos a análise e aprovação nos órgãos máximos da escola.
Como diretor desta comunidade educativa não posso deixar de afirmar que uma escola do século XXI deve trabalhar num processo contínuo de autoavaliação de forma a dar a melhor resposta às necessidades da educação e do processo ensino-aprendizagem.
Com a aproximação de mais um ciclo de avaliação externa de escolas, a equipa de autoavaliação tem participado em seminários e oficinas de formação, organizados pelo referido Observatório, no sentido da procura de uma constante atualização sobre os vários domínios da sua intervenção. No âmbito, também, da consolidação da sua autonomia pedagógica, a título de exemplo, a escola tem vindo a refletir no sentido de melhorar a implementação de dinâmicas de trabalho colaborativo ao nível da realização/observação das actividades letivas. É sempre um processo de diálogo, de crescimento e de avaliação do trabalho dos nossos profissionais.
Os objetivos dessa avaliação externa são bem claros e têm como objetivo medir a eficácia das práticas e seus resultados, no fundo, a vida da escola. Ou seja: promover o progresso das aprendizagens e dos resultados dos alunos, identificando pontos fortes e áreas prioritárias para a melhoria do trabalho das escolas; incrementar a responsabilização a todos os níveis, validando as práticas de autoavaliação das escolas; fomentar a participação na escola da comunidade educativa e da sociedade local, oferecendo um melhor conhecimento público da qualidade do trabalho das escolas; contribuir para a regulação da educação, dotando os responsáveis pelas políticas educativas e pela administração das escolas de informação pertinente.
São três os domínios deste processo: resultados, prestação do serviço educativo e liderança e gestão. Este modelo avaliativo foi, operacionalizado com a análise de documentos e entrevistas a órgãos de gestão e liderança, estruturas de coordenação e supervisão pedagógica, técnicos dos serviços técnico-pedagógicos, representantes da autarquia, associação de pais e encarregados de educação, associação de estudantes, pessoal docente e não docente, pais e encarregados de educação e alunos.
O impacto da avaliação externa na ESVV é notório na confirmação e consolidação das boas práticas e na promoção de estratégias de melhoria que a escola tem realizado.
Desde a anterior avaliação que se manteve a forte identificação da comunidade educativa com a Escola; a política de inclusão e a garantia de equidade no acesso dos alunos ao serviço educativo, tendo em conta os recursos humanos e materiais existentes; a eficiente gestão dos recursos; as atividades que constituem a marca da escola; a diversificação da oferta formativa e a monitorização dos resultados.
A melhoria e a inovação verificam-se em diversos aspetos: a existência de uma equipa de autoavaliação que integra todos os elementos da comunidade educativa; a monitorização de todas as dimensões da vida da escola; a existência de planos de melhoria; o alargamento das parcerias e dos projetos; a tutoria entre professores e alunos e entre pares; o incentivo ao mérito e ao empreendedorismo; o plano de formação do pessoal docente, elaborado pelos grupos disciplinares; a formação alargada aos pais e encarregados de educação e ao pessoal não docente e os testes comuns de escola; os apoios a todas as disciplinas sujeitas a exame (marcados nos horários); o Projeto Fénix nas turmas do 3º ciclo; as tutorias interpares; a cobertura dos eventos por alunos jornalistas escolares; a aquisição dum programa de gestão escolar; os espaços e recursos adequados à prestação do serviço educativo.
Vamos, juntamente com os nossas parceiros e com a presença permanente dos pais e encarregados de educação em reuniões e atividades na escola, construir o nosso caminho que é o caminho dos nossos alunos.
No momento em que escrevo esta crónica, a propósito do caminho a percorrer, transcrevo a parte final da crónica do professor Carlos Mangas, publicada ontem no site da ESVV, sobre mais um Caminho de Santiago. Este ano, participaram 83 pessoas (65 finalistas, acompanhados de professores e equipa de apoio). Tudo isto vai acontecer ao longo de cinco intensos dias, 24 sobre 24 h, em que vamos tentar sobreviver, conviver, aprender e ensinar, todos com todos.

*Texto com a participação da Equipa de Autoavaliação da ESVV

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