Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento, satisfazendo as necessidades especiais dos países menos avançados, dos países sem litoral e dos pequenos Estados insulares em desenvolvimento. Continuar a criar um sistema comercial e financeiro aberto, baseado em regras e não discriminatório, de tratar de uma maneira global os problemas da dívida dos países em desenvolvimento, e de em cooperação com o sector privado, tornar acessíveis os benefícios das novas tecnologias, em especial nas áreas da informação e da comunicação.
Apenas cinco países doadores - Dinamarca, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega e Suécia - atingiram a meta de 0,7% do rendimento nacional bruto fixada pela ONU, aos países doadores, relativa à ajuda pública aos países menos desenvolvidos. No entanto diga-se que em termos de volume financeiro, em 2009, os maiores doadores foram os EUA, a França, a Alemanha, o Reino Unido e o Japão.
Com estas ajudas os países em desenvolvimento obtiveram maior acesso aos mercados dos países desenvolvidos, beneficiando de tarifas mais reduzidas nas suas exportações. Os produtos que têm demonstrado maior penetração nesses mercados são os produtos agrícolas e produtos animais de primeira transformação.
Com as ajudas e a abertura dos mercados dos países mais desenvolvidos, o peso da dívida dos países em vias de desenvolvimento está a diminuir e mantém-se bastante inferior aos níveis históricos.
Regista-se tam
bém em termos mundiais uma procura crescente de tecnologias da informação e comunicação, contudo o acesso à Internet está ainda vedado à maioria da população do mundo.
Como se poderá compreender é ainda necessário olhar o desenvolvimento de parcerias a nível mundial como uma via estruturante a reforçar para contribuir para um maior equilíbrio na sustentabilidade das economias dos diferentes países. Existe afinal uma interdependência que importa compreender e aprofundar para que em termos mundiais se possa olhar o futuro com mais esperança e optimismo.
Num momento em que se ultimam os detalhes da Conferência do RIO+20 ( 20 anos depois da Conferência do RIO-92 e que se realiza de 20 a 22 de Junho corrente) não se deve deixar de exigir aos líderes políticos de todos os países que sejam capazes de assumir com coragem a responsabilidade de construir entendimentos a favor das pessoas e da sustentabilidade económica e ambiental. Criar 500 milhões de empregos verdes nos próximos dez anos, garantir a segurança alimentar, desenvolver energias limpas e eficientes, garantir o acesso mundial a água potável, definir regras para o uso sustentável dos oceanos, fortalecer as instituições que apoiam o desenvolvimento sustentável e estabelecer metas de desenvolvimento sustentável para depois de 2015 são objectivos ambiciosos do RIO+20 que em muito contribuirão para um planeta mais saudável e que todos desejamos.
Muita atenção e boa semana.
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