Mitos nas doenças sexualmente transmissíveis

Escreve quem sabe

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Joana Silva

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Estudos recentes no âmbito da sexualidade dos jovens, indicam que as práticas sexuais, têm início cada vez mais cedo. Se outrora, a primeira experiência sexual ocorria por norma aos 17 anos no caso do sexo feminino, por exemplo, presentemente incide entre nos 14 ou 15 anos de idade. Por conseguinte, os jovens tendem a ter um maior número de parceiros sexuais por pessoa, o que acresce uma maior exposição pessoal ao risco das DTS (doenças sexualmente transmissíveis), também conhecidas por doenças venéreas.As doenças sexualmente transmissíveis mais conhecidas são a Sífilis, o Herpes genital, a Hepatite B, a SIDA, a Candidíase e a Gonorreia. Estas doenças  surgem de bactérias, fungos e vírus que se transmitem por contacto sexual ou íntimo, quando um dos parceiros se encontra infectado.
A informação acerca da importância do sexo seguro encontra-se disponível no contexto escolar, nos centros de apoio à juventude, em campanhas de prevenção e programas de educação sexual. Contrariamente, ao passado é certo que há mais acesso à informação, que conduz a uma maior protecção por parte dos jovens, no entanto, parece ainda não ser suficiente. Isto porque, a informação disponível referente a problemática da sexualidade parece incidir essencialmente na prevenção da gravidez indesejada. É certo, que a importância para a protecção face às doenças sexualmente transmissíveis é referida, todavia, talvez essa informação não seja ainda completamente “satisfatória”. Os jovens protegem-se, mas há que realçar que ainda existem mitos em torno das DTS. Alguns adolescentes acreditam que são imunes as doenças, ou seja “ que só acontece aos outros, mas nunca ao próprio”. Errado! Qualquer pessoa, independentemente da faixa etária ou status social pode ser infectado. Igualmente algumas jovens acreditam que a pílula anticoncepcional as protege das doenças, e que portanto não há qualquer problema, pois estão seguras. Falso! Este método contraceptivo, protege apenas de uma possível gravidez indesejada. Há também quem afirme, que o preservativo é 100% seguro. Errado! Apesar de diminuir a probabilidades das DTS não oferece uma protecção total face as mesmas. Um outro mito muito frequente é a de que, se a doença não é visível, não existe qualquer tipo de perigo. Falso! Muitas doenças são assintomáticas, isto é, podem não causar sintomas o que não invalida a pessoa de estar infectada. É urgente mudar e sensibilizar comportamentos. Exemplificando, alguns jovens, a quando já de um relacionamento longo, deixam de utilizar o preservativo esquecendo-se que, de ambas as partes tiveram outros parceiros anteriormente. Assim se antes foram infectados, estão a infectar depois a (o) actual parceiro (a).Urge que as campanhas de prevenção incidam na importância de realização de testes médicos de despistagem destas doenças, pois algumas podem evoluir para cancro. Alguns jovens podem sentir vergonha ou medo por pedirem ajuda perante uma DTS, mas há que lembrar sempre, que a taxa de cura é maior quando diagnosticada a doença no inicio.

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