Li, há tempos, num jornal uma entrevista do presidente do Automóvel Clube de Portugal que dizia: “Em Portugal tira-se a carta, não se diz: vou aprender a conduzir”.
Lamentavelmente assim é. As pessoas tiram a carta como quem tira um produto da prateleira. Vai-se buscá-lo, paga-se e está feito.
Não me quero pronunciar sobre o trabalho feito pelos instrutores das escolas de condução (a quem reconheço capacidades técnicas para ensinar, pelo menos quero acreditar que as tenham), mas apenas lançar uma sugestão: porque não
acompanhar o ensino da condução automóvel da devida formação cívica? Há por aí tantos professores habilitados a dar esta disciplina que poderiam dar uma ajudinha nesse sentido.
Uma boa dose de civismo não faria mal nenhum aos automobilistas portugueses.
Um automóvel, mal usado, pode ser uma arma mortífera, até mesmo para o seu ‘portador’.
Já agora, porque não se faz acompanhar o chamado exame de condução da realização de exames psicotécnicos?
São simples, baratos e podem evitar muitas mortes nas estradas.
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A condução dum veículo automóvel com civismo, continua a ser uma afirmação muito subjetiva, utilizada por críticos pouco conhecedores duma condução segura e com cortesia. A maior parte dos motoristas e condutores desconhece as causas mais frequentes da sinistralidade rodoviária e os procedimentos mais eficazes para diminuir o consumo de combustível. Trata-se dum problema técnico e pedagógico, principalmente porque as ações de formação posteriores à obtenção da carta raramente, incluem componentes práticas de condução. O ACP é um dos poucos clubes europeus que não se preocupa com as melhores técnicas de condução segura e económica. Porquê? Os seus sócios lá saberão...
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