Os desempregados e os beneficiários do Rendimento Social de Inserção vão entrar em acções de gestão e de vigilância das florestas, disse ontem o secretário de Estado da Administração Interna.
Filipe Lobo D’Ávila, que falava aos deputados da Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar, adiantou que o projecto retoma um modelo desenvolvido pelo anterior executivo socialista, acrescentando que se procura agora um maior acompanhamento no desempenho das tarefas.
Os desempregados e os beneficiários do RSI podem efectuar funções nos postos de vigia da responsabilidade da GNR, acções de limp
eza das florestas, ordenamento do território e gestão do combustível existente.
O deputado Agostinho Lopes considerou os programas para desempregados e beneficiários do RSI “de mão-de-obra barata”.
O secretário de Estado garantiu que estes programas terão uma base voluntária.
A medida, mesmo contendo os perigos e dúvidas que o deputado Agostinho Lopes refere, vem — reconheça-se, carregada de aspectos positivos. Incêndios não são de esquerda nem de direita: são de todos. Desempregados e beneficiários do RSI têm o que trabalhadores não têm: tempo disponível.
Faça login ou registe-se gratuitamente para poder comentar este artigo.
subscrição de newsletter