Raios partam o Wolfswinkel

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Grito Bracarense

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Raios partam o Van Wolfswinkel! É o que dá ser holandês com um nome difícil. Está o Elderson a gritar para o Ruben Amorim “Cuidado com o Wolfs… raios partam o nome do Holandês” e o Rubem Amorim “O quê? Fala mais alto!”.

E entretanto o “Wolfs… raios partam o nome do Holandês” surge em grande estilo na área do Sporting de Braga, apanha um ressalto da bola e marca um golaço! E foi assim o primeiro golo do “Wolfs… raios partam o nome do Holandês”, ao qual se haviam de seguir mais dois, que me abstenho aqui de descrever ou sequer de comentar.

Apenas deixo uma questão: onde está aqui a verdade desportiva? É claro que um nome destes baralha e confunde os jogadores da equipa adversária, provocando não uma desigualdade numérica entre as formações em campo, mas sim uma desigualdade em termos de nomenclatura, a qual favoreceu claramente o Sporting. Raios partam o Van Wolfswinkel!

Hélder Barbosa e Lima fizeram o que um Gverreiro tem a fazer nestas circunstâncias e apontaram cada um deles um tento na partida, não chegando este esforço, contudo, para evitar uma estúpida derrota em Alvalade e tudo isto por culpa de quem? Raios partam o Van Wolfswinkel!

A título pessoal, confesso que gostei da brilhante prestação do guarda-redes Tiago, que esteve em jogo uns intermináveis 60 segundos. Este Sá Pinto é um génio, um autêntico visionário! Sempre deu para ver os efeitos que o banco de suplentes provoca nos jogadores não utilizados ao longo da época: cabelos brancos.

Continuando a falar de coisas bizarras, o que dizer do acordo entre o Benfica e a agência funerária Servilusa? A partir de agora, os sócios do clube da águia e seus familiares podem usufruir de um desconto de 12,5% nos serviços fúnebres, além de terem acesso a outras vantagens (a partir de agora é só vantagens em morrer para quem for do Benfica) que incluem o tocar o hino do Benfica durante o funeral, ter o logotipo do clube entalhado no caixão e ainda ter a bandeira benfiquista estendida sobre a urna. Um autêntico espectáculo, não concorda estimado leitor?

Eu sugeria ainda que o falecido sócio (ou seu familiar) tivesse direito a dar uma voltinha pelo estádio da Luz, no intervalo dos jogos, tendo direito a uma grande salva de palmas dos adeptos benfiquistas. Isso é que seria uma verdadeira homenagem. E seria garantia de que nunca haveria tempos mortos nos intervalos dos jogos na Luz.

Depois dos preservativos Benfica e dos funerais à Benfica, o que mais se seguirá? Jardins de Infância do Benfica? Em que as educadoras cantem “vai-te pulga maldita/batata frita/viva o Benfica”, para fazerem desde bem cedo a lavagem cerebral às criancinhas, como já começou a fazer uma Educadora da Ericeira?

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