- “Menina, por favor, quanto é que custa este medicamento? Desculpe, mas levo depois, noutro dia”.
Certamente que qualquer um de nós já se deparou com esta situação numa ida à farmácia: há muitas pessoas, sobretudo idosas, que estão a deixar de comprar medicamentos que necessitam porque são demasiado caros.
Esta é uma das faces mais revoltantes desta crise que atravessamos, que julga que todos os portugueses têm bolsa suficiente para acompanhar a subida exorbitante dos preços de todos os bens, mesmo dos mais essenciais.
Os
velhos estão cada vez mais na miséria, a contar os trocos, dia após dia, a ver se chega para mais um mês. Estão impossibilitados de viver uma velhice para a qual trabalharam a vida inteira, sustentando um estado social, que afinal se demonstra insuficiente.
Será que não é vergonha para este país ter idosos a não conseguir comprar medicamentos?
O acesso aos serviços de saúde e aos próprios medicamentos, até agora um direito de qualquer ser humano, está a tornar-se uma espécie de ‘bem de luxo’, garantido apenas e só para quem tem dinheiro.
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