Cibercriminalidade

Escreve quem sabe

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Fernando Viana

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A utilização de computadores e das ferramentas informáticas faz hoje parte do nosso quotidiano e são tão úteis que não imaginamos viver sem elas. Também a Internet se transformou nos ainda poucos anos que leva de existência ( a World Wide Web foi criada em 1992) uma prodigiosa janela de comunicação que põe em causa a própria televisão e até já é usada para promover mudanças políticas como ainda recentemente sucedeu com a Primavera Árabe, em que as redes sociais (Facebook, Twitter) e o Youtube foram usados para comunicar e sensibilizar a população e a comunidade internacional para o que estava a acontecer em diversos países árabes.

Contudo, a Internet rapidamente perdeu a sua inocência e é também uma potencial ameaça, face aos inúmeros riscos que comporta em geral e em particular a cibercriminalidade. De facto, pelas notícias e pelo conhecimento mais ou menos direto que vamos tendo, temos consciência hoje que são cometidos diversos crimes utilizando os computadores e a Internet e de que existe já uma cibercriminalidade.

Sabemos que a confidencialidade, a integridade e a disponibilidade dos dados nos computadores e nos sistemas informáticos não é um dado adquirido. Todos os dias surgem novas formas de piratear os sistemas e novos vírus são introduzidos nos computadores. Também as burlas, por via da falsificação e fraude, tentando causar prejuízos patrimoniais às pessoas e às empresas têm tido um crescimento exponencial e preocupam hoje o cidadão e as autoridades, que se revelam incapazes de travar este fenómeno.

Assim é que todos os dias mais de um milhão de pessoas são vítimas da cibercriminalidade. Os custos associados à cibercriminalidade podem atingir um valor global de 388 mil milhões de dólares.

A Comissão Europeia acaba de propor a criação de um Centro Europeu da Cibercriminalidade, a fim de proteger os cidadãos e as empresas contra o crescente número de ameaças informáticas. Este centro ficará instalado junto do Serviço Europeu de Polícia (Europol), será o futuro ponto de convergência europeia na luta contra a cibercriminalidade online e incidirá nas atividades dos grupos criminosos organizados.

A principal função do Centro será a proteção dos perfis nas redes sociais e a luta contra a usurpação de identidades online. Centrar-se-á igualmente nos crimes que causam graves danos às vítimas, caso dos ataques informáticos contra as infraestruturas críticas.

Recorde-se que em 2011 quase três quartos das famílias europeias dispunham de acesso à internet em casa e no ano anterior mais de um terço dos cidadãos utilizava os serviços bancários online. As redes sociais são utilizadas por 80 % dos jovens europeus e todos os anos o comércio online faz mudar de mãos cerca de 8 biliões de dólares. Este Centro deverá começar a funcionar em janeiro do próximo ano.

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