O Conselho de Ministros deverá hoje aprovar uma nova taxa para o sector do comércio alimentar, o que já nem surpreende. Vamos andando sorridentemente de taxa em taxa até à asfixia total.
Quando as empresas lusas espernearem de vez sob o peso dos impostos e faltar dinheiro no cofre do Estado para pagar o que deve ser pago, a gargalhada vai ser total. Aliás, já vai havendo por aí uns ensaios. Quando uma ex-governante nos diz com o ar mais inocente deste mundo que “foi uma festa para o país” gastar-se o dobro do que estava orçamentado num empreendimento o que dá é vontade de tristemente rir.
Praticamente nada se vislumbra em investimentos do Estado em sectores fundamentais para o desenvolvimento da nossa economia, mas asfixia-se o país com mais impostos que despedem cidadãos. Pagam-se reformas milionárias e criam-se dificuldades de acesso a quem, do estrangeiro, chega à fronteira para nos deixar divisas que sempre contribuíram com peso significativo para o equilíbrio do nosso orçamento global.
O carnaval das afirmações de responsáveis governamentais rectificando-se uns aos outros - qual inesperada e patética balbúrdia - faz-nos pensar na solução de uma casa amarela.
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