Bom dia à moda antiga

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Miguel Viana

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“Então, já não se diz bom dia ao senhor? Faz favor de ser educado.”
Foi desta forma que o avô falou com o neto, já na casa dos 20 anos, quando se cruzaram comigo num caminho de uma freguesia rural de Braga.
Eu tinha-lhes dado os ‘bons dias’ por antecipação, e confesso que não esperava resposta por parte de pessoas que eu não conhecia.
Mas o idoso, talvez porque foi educado à boa maneira antiga, como se costuma dizer, fez questão de justificar a atitude do neto: “Vive na cidade e lá as pessoas não se cumprimentam”.
Fiquei a pensar naquilo e em como é tão fácil desejar bom dia a quem se cruza connosco nos mais diferentes cenários: prédio, padaria, café, transportes públicos, trabalho, etc.
O mundo seria muito melhor se todos desejássemos um bom dia a quem está ao nosso lado.
Não paga a crise, mas como diria o meu avô, ajuda a ter e a manter uma das maiores riquezas do mundo: os amigos.

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