As mortes continuam a ‘manchar de negro’ as estatísticas da sinistralidade rodoviária. Não há campanha nem conselhos que valham a tantos acidentes nas estradas do nosso distrito. Na madrugada de ontem, mais três pessoas perderam a vida, duas em Esposende e outra em Vila Verde.
Reduzir a velocidade, usar cinto, não beber bebidas alcoólicas, não fazer manobras perigosas são apenas alguns dos conselhos que todos os dias ouvimos.
As mortes na estrada transformaram-se numa catástrofe nacional que todos temos obrigação de ajudar a combater. As autoridades cansam-se de lançar apelos e promover campanh
as. Mas pelos vistos pouco têm valido.
Costuma-se dizer que, na estrada, temos que ‘olhar’ por nós e pelos outros. O certo é que se cada um tivesse responsabilidade e, a maior parte das vezes, civismo, não precisávamos de ‘olhar’ pelos outros e os números não seriam tão desoladores.
É pena que a frase “mais vale perder um minuto na vida do que a vida num minuto’ não entre de uma vez por todas na cabeça de quem anda na estrada.
Pensamos sempre que a tragédia nunca vai ‘bater à nossa porta’ e quando nos apercebemos, que afinal chega, já é tarde de mais.
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