A voragem do Natal

Ideias

1. Sem quase disso nos apercebermos, assoberbados que estamos na vertigem do dia a dia e na espuma de uma vida em permanente estresse, eis-nos novamente na quadra natalícia, no meio do bulício das cidades derramadas em luzes e cores e no exercício masoquista do consumismo que nos consome por restes dias. Dezembro é um tempo de inquietação desmesurada, de preocupação desmedida, de calcorreio de ruas, lojas e mercados, em busca frenética de presentes para oferecer ao pai, à mãe, ao marido, à mulher, aos filhos, aos tios, aos amigos, aos vizinhos, aos cães e aos gatos. Na longa lista das prendas, afadigamo-nos em procurar roupas, malas, brinquedos, livros, CD, perfumes, jogos, smartphones, tablets, bilhetes para espectáculos, de tudo um pouco para aquietarmos a nossa boa consciência da distância e da indiferença com que durante o resto do ano tantas vezes tratamos quem nos é familiar ou próximo. Atropelamo-nos nos espaços comerciais, as novas catedrais do consumo, orando pelo...

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