Correio do Minho

Braga, sábado

Soft Therapy

Sobre o Amor

Arte & Exposições

29 Maio 2010

Trata-se da primeira exposição individual que Santiago Villanueva apresenta em Portugal e o Artista estará presente na inauguração, pelo que gostaríamos de poder contar também com a vossa presença e agradecemos a divulgação da exposição.


Santiago Villanueva (Madrid, 1964) iniciou a sua formação artística em 1984, nos cursos organizados por Eduardo Peña. De 1986 a 1988, frequenta os cursos de desenho e os seminários dedicados à arte emergente organizados pelo Círculo de Belas Artes de Madrid. Entre 1985 e 1995 colabora, como artista e como docente, com o estúdio do escultor argentino Abraham Dubckovsky. A partir de 1985, concilia o estudo das artes plásticas com o curso universitário na Escola Superior de Arquitectura de Madrid, na qual, em 1983, obtém o grau de Arquitecto Urbanista.

Santiago Villanueva começou a expor o seu trabalho em 1986 e apresentou já várias exposições individuais em Espanha. Recentemente, participou na colectiva Four Points of View, apresentada em Nova Iorque. Em 1983, foi-lhe atribuído o primeiro prémio Perez Gil, Artista Jovem, no Salão de Outono, Madrid, bem como o segundo prémio do “Concurso para escultura da Praça de Sant Llorenç”, Baleares. Actualmente, reside e trabalha em Palma de Maiorca.

“Em Soft Therapy, Santiago Villanueva apesenta um discurso de partida emblemático que, sem menosprezar a reconfortante excitação mental ocasionada pela pureza e pela perfeição das formas, se estabelece numa dimensão em que o tempo está, mas já não é; em que as superfícies polidas e com brilho espacial falam da pós-modernidade, mas também de tudo aquilo que se esconde atrás do escudo de um reflexo, em que se deve adivinhar, através da maneira de se mascarar, o preciso calibre da trama que a peça traduz, simboliza e, finalmente, transcende. São peças executadas com resinas sintéticas e outros materiais de alta tecnologia, cujos involtórios não poluídas traçam arcos de irmandade com certos períodos de Jeff Koons e, inclusivamente, com o devido respeito, com alguns trabalhos recentes do insigne Anish Kapoor. As suas formas dialogam também com alguns trabalhos de Richard Deacon e com uma ou outra série - como a que estabelece a intemporalidade do tempo suspenso no seu acontecer gravitacional - com os achados das telas penduradas de Ernesto Neto. Contudo, dentro de todo este perfil contextual, inevitável num artista dos nossos dias em que o mundo deixou de ser a “aldeia global” de Mclhuan para ser única e exclusivamente global, não deve ser tomada como uma dependência incapacitante da obra, mas sim como uma discreta nota dos encontros necessários e imprescindíveis para a enquadrarmos no momento da Arte que estamos a viver. Num texto [recentemente publicado] a propósito do catálogo da exposição colectiva Four Points of View, apresentada em Nova Iorque, em que Santiago Villanueva participou, as formas de estranha perfeição do Artista são relacionadas com a temática da “hiperrealidade” estabelecida por Jean Baudrillard, no sentido em que a representação utópica da realidade, o seu “mapa”, o seu simulacro, alcançou, nos nossos tempos, um grau de realidade superior ao da própria e pobre realidade. Quem não entender isto e tudo o que daqui deriva, não compreenderá a obra de Santiago Villanueva e ficar-se-á, talvez, pelo mero juízo estético.”
Carlos Jover in El Mundo, Maio de 2009

QUANDO
17 Abr 2010 a 29 Maio 2010

ONDE
Galeria Mário Sequeira, Braga

HORAS ESPECTÁCULO
2.ª a 6.ª: Das 10H00 às 13H00 e Das 15H00 às 19H00
Sábado: Das 15H00 às 19H00

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